Objeto atravessa o Sistema Solar e intriga cientistas

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Objeto interestelar provavelmente não é uma espaçonave

Idade de para Oumuamua afasta hipótese alienígena

Asteroide ou nave alienígena?

Objeto pode ter sido enviado à terra por alienígenas

O asteroide avermelhado em forma de charuto é o primeiro confirmado como sendo de outro sistema estelar, diz a Nasa.

São Paulo — Um asteroide em forma de charuto atravessou o Sistema Solar em outubro, intrigando, por seu formato incomum, os astrônomos que o observaram. O objeto é o primeiro a ter sua origem confirmada como sendo de outro sistema estelar.

“Que descoberta fascinante!”, diz, num comunicado, Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. “É um visitante estranho de um sistema estelar distante. Seu formato não se assemelha ao de nenhum objeto que já tenhamos visto na vizinhança do Sistema Solar.”

O asteroide foi descoberto em 19 de outubro pela equipe que opera o telescópio Pan-STARRS1, da Universidade do Havaí, e ganhou o nome de Oumuamua. Depois, uma rede de telescópios ao redor do planeta passou a acompanhar o intrigante objeto espacial – incluindo o imenso telescópio do European Southern Observatory no deserto de Atacama, no Chile.

O Oumuamua também foi rastreado pelos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, da Nasa, que giram na órbita terrestre. Inicialmente, pensou-se que se tratava de um cometa. Mas a observação de sua trajetória e de sua velocidade permitiu concluir que era um asteroide e que veio de fora do Sistema Solar.

O Oumuamua tem cerca de 400 metros de comprimento, mas apenas cerca de 40 metros de diâmetro. É feito de rocha com alto teor de metal e gira como uma broca, dando uma volta a cada 7,3 horas.

Um estudo publicado hoje na revista científica Nature afirma que o Oumuamua está, provavelmente, vagando pela Via Láctea há centenas de milhões de anos. Ele passou pelo Sol a 87,3 quilômetros por segundo. Nessa velocidade, deve escapar do alcance dos telescópios em poucas semanas.

Neste vídeo em inglês, os cientistas falam sobre a descoberta:

Por: Maurício Grego, Exame.


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