Argentina descarta importar trigo

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O ministério da Agricultura da Argentina  descartou a possibilidade de o país importar trigo para atender a indústria local. Nas últimas semanas, alguns moageiros tentaram fechar contratos de compra de trigo do Uruguai, para driblar o elevado preço do cereal no mercado interno – a tonelada chegou a ser comercializada a US$ 520 na última segunda-feira, 24. O trigo uruguaio chegaria à Argentina a um preço médio de US$ 330/t.

 

‘Não é necessário importar trigo porque há suficiente estoque. Inclusive temos uma reserva de 500 mil toneladas, que será usada no próximo ano. Por isso, não há motivo para que falte trigo para a moagem’, afirmou Yauhar.

Em nota distribuída à imprensa, nesta quinta-feira, 27, o ministro anunciou financiamento aos produtores no valor de 84 milhões de pesos (US$ 15,7 milhões pelo câmbio oficial), durante reunião com a federação de moinhos e associação de produtores de trigo. Ele estimou que a próxima safra de trigo será de 12 milhões de toneladas, ante 9 milhões da atual.

Yauhar também afirmou que ‘o pão e a farinha estão garantidos’ para o mercado interno. A declaração foi feita em meio à forte alta em toda a cadeia de trigo. A saca de 55 quilos de farinha passou de 100 pesos a 280 pesos, entre janeiro e junho. E o quilo do pão passou de 16 pesos para 20/22 pesos no mesmo período, enquanto o trigo saltou de US$ 180/t para US$ 400/t.

Mais cedo, o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, fechou acordo com os moinhos e padeiros para manter o preço do quilo do pão em 10 pesos.
No entanto, o próprio governo parece não estar convencido de que poderá baixar o preço do produto na mesa dos argentinos. A subsecretária do Consumidor, María ‘Pimpi’ Colombo, lançou uma campanha para ensinar a população a fabricar o próprio pão. Intitulado ‘Pão quentinho, farinha a preço congelado’, um artigo da subsecretaria dá a receita para fazer dois tipos de pães.

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Fonte: Globo Rural On-line


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