Repelentes não são eficazes para todos insetos

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Repelentes são eficazes contra mosquitos, mas não contra abelhas

Produto só age em insetos que sugam sangue, como borrachudos e pulgas.
Proteger-se com creme, gel ou spray também previne contra a dengue.

Insetos são sempre um incômodo, principalmente quando voam. Para evitar mosquitos, inclusive o Aedes aegypti, que provoca a dengue, é preciso usar sempre repelente quando estiver em locais favoráveis à infestação.

Segundo o dermatologista Paulo Ricardo Criado e a consultora Ana Escobar, insetos como pernilongos, borrachudos e pulgas são hematófagos, ou seja, alimentam-se de sangue e, por isso, têm interesse em atacar o homem. Esses animais podem transmitir doenças como dengue, malária, febre amarela e leishmaniose.

Já abelhas, vespas e formigas, que injetam veneno e podem causar uma reação fatal, sendo a vítima alérgica ou não, são insetos chamados himenópteros.

Eles só atacam quando perturbados, para se defender, e se alimentam de outras coisas, como proteína, água e glicose (no caso das formigas), néctar e pólen de flores (abelhas), frutas e outros bichos (vespas).

Contra esses insetos, os repelentes não funcionam. Em caso de picada, o melhor é aplicar uma compressa de água fria.

A melhor maneira de combater esses insetos, portanto, é evitar a proliferação. Por isso, é importante manter a casa sempre limpa e sem condições para o mosquito se multiplicar.

O uso de repelentes, porém, não deve ser entendido como um escudo intransponível. As pessoas devem conhecer os insetos que existem na região e os principais horários de picada, manter os possíveis criadouros limpos, usar telas nas portas e janelas, pôr mosquiteiros em volta da cama, manter os quintais limpos e preservar lagartixas, sapos e peixes, que se alimentam de insetos.

Na hora de comprar um repelente, é importante escolher produtos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O veículo gel, creme ou spray são escolhas que se referem ao tipo de pele do usuário. Géis são indicados para peles oleosas e áreas extensas do corpo. Cremes são opções para quem tem a pele menos hidratada e para crianças. Já os sprays são práticos de passar e podem ser aplicados inclusive sobre a roupa. Homens com muito pelo costumam preferir os sprays.

De acordo com Criado, falhas de mais de 4 cm na aplicação podem ser alvo de picadas. Por essa razão, procure espalhar o repelente de forma homogênea por todo o corpo. Lembre-se das orelhas e tome cuidado com olhos e mucosas, como boca e nariz. Os sprays não podem ser direcionados para o rosto e, caso respingue nos olhos, é preciso lavar com água abundante.

Se for passar também protetor solar, aplique o produto meia hora antes do repelente. De forma geral, o uso consecutivo de repelentes e filtros solares interfere na eficiência um do outro e, de forma ideal, não devem ser empregados juntos.

Segundo Criado, repelentes para crianças e adultos são diferentes e devem ser aplicados até duas vezes por dia. Além disso, pessoas que usam roupas escuras ou perfumes florais podem atrair mais insetos. Caso uma abelha ou vespa se aproxime, não se debata nem grite, pois isso a levará a atacá-lo ainda mais.

Algumas soluções caseiras para repelir os insetos são eucalipto com aroma de limão e vela de andiroba, que deve ser acesa no ambiente 48h antes da habitação. Se preferir usar repelente de tomada, afaste-o pelo menos 2 metros da cama e ligue duas 2h antes de dormir.

Veja a tabela abaixo com a diferenças entre Repelente e Pesticida

Fonte: G1


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