Ser otimista protege o coração, diz estudo

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Ser otimista protege o coração, diz estudo

Pesquisa americana constatou que pessoas otimistas têm mais chances de serem magras e de apresentarem uma boa saúde cardíaca do que as pessimistas

Pessoas otimistas têm uma melhor saúde cardiovascular, segundo um estudo publicado na edição de janeiro do periódico Health Behavior & Policy Review. A pesquisa constatou que os otimistas possuem duas vezes mais chances de terem uma saúde cardiovascular ideal em comparação com os pessimistas.

O estudo contou com a participação de 6.000 pessoas que foram acompanhadas por onze anos. Os pesquisadores verificaram a saúde cardiovascular dos participantes por meio de medição e análise de pressão arterial, índice de massa corpórea (IMC), glicose, colesterol, dieta, atividade física e tabagismo. A cada fator positivo, atribuíam uma pontuação para o indivíduo, que variava de 0 a 2. Os participantes também fizeram testes que mediam saúde mental e física e nível de otimismo. 

Resultados — De acordo com os autores da pesquisa, a pontuação da saúde aumentava conforme o grau de otimismo. As pessoas que tinham uma visão mais positiva da vida (e de suas doenças) foram até 50% mais propensas a terem as pontuações na faixa intermediária e 76% na ideal.

Os otimistas também se mostraram mais ativos fisicamente, menos propensos ao tabagismo, mais magros e com melhores taxas de açúcar e colesterol no sangue.


CONHEÇA A PESQUISA

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Título original: Optimism and Cardiovascular Health: Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA)

Onde foi divulgada: periódico Health Behavior & Policy Review.

Quem fez:  Rosalba Hernandez, Kiarri N. Kershaw, Juned Siddique, Julia K. Boehm e colegas.

Instituição: Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Resultado: Otimistas têm duas vezes mais chances de terem uma boa saúde do coração, quando comparados com os pessimistas.


Como prevenir um infarto

Controlar os níveis de colesterol

Um dos principais fatores para evitar acúmulo de gordura na parede das artérias (a chamada aterosclerose) é controlar os níveis de colesterol. Enquanto o colesterol ruim (LDL) deposita gordura na parede das artérias, o colesterol bom (HDL) leva o excesso de gordura para o fígado, de onde ele será eliminado pelo intestino.

Taxas saudáveis de LDL e HDL evitam a formação de placas de gordura, que causam coágulos. “A aterosclerose diminui o calibre do vaso e pode levar até à obstrução do fluxo sanguíneo. Ou ela pode criar uma fissura que exponha o núcleo da placa de gordura. Essa parte, ao entrar em contato com o sangue, origina o coágulo”, explica o cardiologista Cesar Jardim, responsável pelo Clinic Check up do Hcor Diagnóstico, em São Paulo.

Seguir uma dieta pobre em gordura saturada e rica em fibras, praticar atividade física e parar de fumar são medidas que ajudam no controle do colesterol.

Praticar atividade física

De acordo com o cardiologista José Renato, do Hospital Samaritano de São Paulo, a atividade física é uma das medidas isoladas mais benéficas para a prevenção do infarto. Hormônios liberados pelo organismo depois do exercício, como a endorfina, relaxam a parede das artérias. A pressão arterial cai, a taxa de glicose diminui e o índice do colesterol bom, que elimina o excesso do colesterol ruim no organismo, se eleva. A recomendação é praticar 30 minutos de atividade física como corrida, caminhada e natação no mínimo três vezes por semana.

Não fumar

Substâncias presentes no cigarro, como a nicotina, facilitam a coagulação sanguínea e fazem as placas de gordura se lesionarem com mais facilidade. “O cigarro funciona como uma gasolina para a aterosclerose se formar e se romper”, explica o cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, em São Paulo, Marcelo José de Carvalho Cantarelli, coordenador da campanha Coração Alerta da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Controlar o diabetes

Altas taxas de açúcar no sangue facilitam a formação das placas de gordura na artéria que, por sua vez, podem ocasionar um coágulo. Isso acontece porque o diabetes enrijece a parede interna do vaso (endotélio), ao alterar seu metabolismo. “Além disso, a síndrome desregula o nível de colesterol no sangue, outro fator que favorece a formação de coágulos e a ocorrência do infarto”, explica Marcelo José de Carvalho Cantarelli.

Evitar o stress

Quando o organismo está submetido ao stress contínuo, libera uma grande quantidade de noradrenalina, um neurotransmissor que contrai os vasos e favorece a coagulação. “O stress crônico aumenta os níveis de pressão arterial e de glicemia, por exemplo, fatores que elevam o risco de infarto”, afirma cardiologista José Renato, do Hospital Samaritano de São Paulo.

Controlar a hipertensão

A hipertensão pode causar lesões nas paredes internas das artérias e torná-las menos elásticas e mais predispostas ao endurecimento. “Esse processo aumenta o risco de infarto por facilitar o depósito de gordura no vaso e, consequentemente, o desenvolvimento da aterosclerose”, diz Cesar Jardim.

Manter o peso ideal

A obesidade pode levar ao desenvolvimento de hipertensão e diabetes, fatores de risco para o infarto. Por isso, é preciso monitorar a balança. O cálculo do índice de massa corpórea (IMC), medida que relaciona altura, peso e taxa de gordura, ajuda a determinar se o indivíduo está com o peso ideal.

Tomar cuidado ao associar anticoncepcionais e tabagismo

O infarto costuma ser associado ao sexo masculino. A incidência do problema, no entanto, é cada vez maior entre o feminino. Há 30 anos, havia dez homens infartados para cada mulher. Hoje, essa relação é de três homens para cada mulher. Uma das razões é a combinação entre anticoncepcional e tabagismo. O medicamento facilita a coagulação sanguínea, assim como o cigarro. “Os dois fatores somados aumentam o risco de infarto também em mulheres jovens”, diz Marcelo José de Carvalho Cantarelli.

 

Fonte: Veja.com

Fonte imagem: Ter uma perspectiva otimista sobre a vida protege o coração (Thinkstock/VEJA)


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