Rodeio
Rodeio é uma prática recreativa que consiste em permanecer por até oito segundos sobre um animal, usualmente um cavalo ou boi. A avaliação é feita por dois árbitros cuja nota é de 0 a 50 cada; um árbitro avalia o competidor e o outro avalia o animal, totalizando a pontuação de 0 a 100. O rodeio divide-se em algumas modalidades, tais como “touro, cutiano, bareback, bulldoging, três tambores, sela americana, laço de bezerro e laço em dupla”.
A prática é bastante comum no Brasil, nos Estados Unidos, no México, no Canadá, na Austrália e em mais alguns países da América Latina. O rodeio também é alvo de críticas, sustentando que a prática desrespeita os direitos animais.
História:
Nos Estados Unidos do século XVII, após a vitória dos EUA sobre o México, os colonos estadunidenses incorporaram à sua cultura alguns costumes de origem espanhola que eram praticados pelos mexicanos, como as festas e a doma de animais. Com o passar do tempo, o rodeio foi se tornando mais parecido com o que conhecemos hoje, e no final do século XIX os boiadeiros realizavam apostas e exibiam seu talento domando o gado. A cidade de Colorado sediou a primeira prova de montaria no ano de 1869, e entre a década de 1890 e a de 1910 o rodeio surgiu como entretenimento da população.
Apesar de ter surgido nos EUA, até mesmo por lá a prática do rodeio já está perdendo a força. 15 cidades americanas já proibiram o rodeio, entre elas Fort Wayne, Indiana e Pasadena, na Califórnia.
Descrição:
No Brasil, a maior festa de rodeio é a Festa do Peão de Barretos, que chega a reunir em torno de 450 mil pessoas e movimenta milhões de reais em diversos setores. A primeira edição foi realizada em 1956. Na edição de 2007, segundo organizadores do evento, a cantora brasileira Ivete Sangalo chegou a pedir 600 mil reais apenas de cachê, fora despesas extras. Mesmo com as inúmeras críticas que o evento recebe, diversos artistas patrocinam e se apresentam todos os anos não apenas em Barretos, mas também nas diversas festas que ocorrem em outras cidades do interior do Brasil, principalmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país.
Nesta última existem os famosos rodeios crioulos, que segundo a lei N° 11719/2002 se entende por “evento que envolve animais nas atividades de montaria, provas de laço, gineteadas, pealo, chasque, cura de terneiro, provas de rédeas e outras provas típicas da tradição gaúcha nas quais são avaliadas as habilidades do homem e o desempenho do animal”. Nesta categoria, o maior evento da América Latina é o Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria realizado em anos pares e por onde passam mais de 350 mil pessoas por edição, realizado na cidade de Vacaria.
Regulamentação legal:
Legislação federal:
No Brasil, o rodeio está regulamentado pelas Leis Federais Nº 10.220/2001, que institui normas gerais relativas à atividade de peão de rodeio, equiparando-o a atleta profissional, e Nº 10.519/2002, que normatiza a realização dos eventos em que ocorrem rodeios, tornando obrigatória a presença de um médico veterinário e proibindo o uso de esporas pontiagudas, entre outros.
Para agilizar a fiscalização dos rodeios, a Confederação Nacional de Rodeio (CNAR) criou o Selo Verde, que é o Certificado Rodeio Legal – com slogan “Seu rodeio dentro da lei”.
O objetivo do selo é “garantir o bem estar animal”, “impedindo todo tipo de injúrias, como também a promoção de ações de responsabilidade sócio-ambientais junto ao evento, como reciclagem de todo resíduo sólido e apoio às entidades assistenciais da cidade, entre outras, e promovendo o retorno positivo aos Organizadores de Rodeios, Prefeituras e Patrocinadores.” No entanto, só existem três rodeios que receberam o Selo Verde em todo o Brasil: o de Indaiatuba, de Bragança Paulista e de Mogi Guaçu.
Tramita, no legislativo do Brasil, um projeto de lei, de número 2086/2011, que proíbe a perseguição de animais em provas de rodeios.
Críticas:
Esse tipo de festival é muito criticado por ativistas dos direitos animais, uma vez que para fazer o animal pular, são utilizados instrumentos que causam dor e estresse ao animal. A prova do laço foi proibida em 2006, atendendo à liminar da Ação Civil Pública movida contra o clube Os Independentes, que realiza a Festa do Peão de Barretos, e a Associação Nacional do Laço ao Bezerro.
Ainda que os defensores do rodeio aleguem que é um fenômeno cultural presente não só no Brasil, mas também em países como Estados Unidos, no México, no Canadá e Austrália, tal argumento não se sustenta na medida em que os rodeios continuam em desacordo com o artigo 10º da Declaração Universal dos Direitos Animais, da UNESCO.
O artigo em questão impede que animais sejam explorados para divertimento dos seres humanos, pois tais exibições e espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Além disso, a afirmação de que algo faz parte da cultura local não tem peso legal. Nesse sentido, até mesmo a caça à raposa, praticada há séculos na Inglaterra, foi proibida há alguns anos.
Fonte: Wikipédia.

