Violência assusta moradores de Tacuatí no Paraguai
Área é conhecida como zona de influência do “Exército do Povo Paraguaio”. Grupo é clandestino e luta, com armas, pela reforma agrária.
Antônio Amarra é comissário da Polícia Nacional do Paraguai e foi um dos policiais que sobreviveram ao atentado criminoso no Departamento de San Pedro, a 250 quilômetros da fronteira com o Brasil, no último fim de semana.
O comissário e outros quatro policiais foram surpreendidos por um grupo armado clandestino, conhecido como “Exército do Povo Paraguaio”, em frente a um posto de fiscalização. A caminhonete em que eles estavam ficou cheia de marcas de tiros, que segundo a perícia são de fuzis.
De acordo com a polícia, o atentado aconteceu minutos depois do grupo ter atacado e matado cinco seguranças de uma fazenda que fica no município de Tacuatí, a pouco mais de 10 quilômetros do posto policial.
A polícia trabalha com a hipótese de que os homens do EPP, “Exército do Povo Paraguaio”, teriam matado os trabalhadores da fazenda por não cumprirem algumas determinações do grupo.
Logo depois dos ataques, a Polícia Nacional do Paraguai reforçou a segurança nas rodovias federais da região, mas nas estradas de acesso às fazendas, a realidade é bem diferente. Em mais de 100 quilômetros de estradas vicinais há fiscalização.
O norte do Paraguai se destaca na produção de grãos e criação de gado nelore. A região é de fazendas e assentamentos e a maioria dos moradores paraguaios está bastante assustada.
Na fazenda Lagunita, onde aconteceram os crimes, cadeados bloqueiam a entrada. O proprietário, que é brasileiro, não foi encontrado para falar sobre o caso.
Os cinco seguranças assassinados já foram enterrados. A polícia do Paraguai não confirmou se entre os mortos há brasileiros.
Fonte: Globo Rural

