Em sua propriedade, tem dois alqueires plantados com a hortaliça. Ela conta que a altitude da cidade, que é de aproximadamente 800 metros acima do nível do mar, é boa para o cultivo da planta. “Aqui no Estado, também temos a flor em Piedade e Ibiúna. O clima precisa ser frio e seco. A alcachofra é um cultivo para ser irrigado. Também usamos agrotóxicos, não tem jeito. É uma hortaliça muito propensa a pragas”.

Trazida para o Brasil pelos italianos, a hortaliça, que é da mesma família do alface, é fonte de ácido fólico, vitamina C e sais minerais como potássio e magnésio. A planta também tem função medicinal. “Das folhas é possível fazer um chá, que é bom para o fígado e para tratar a asma”, conta Ana Lídia.
Segundo a produtora, as mudas são preparadas entre março e maio. As flores brotam de agosto a novembro. “Elas têm o tempo certo para serem colhidas. Antes de abrirem, a gente tira. Às vezes deixamos algumas porque os turistas gostam de ver.”
Depois da colheita, as mudas secam e devem ser cortadas rente ao solo. Segundo Ana Lidia, elas podem ser mantidas por até dez anos porque voltam a brotar. Passado esse tempo, é necessário substituí-las.

Cada pé, dá em média de seis a oito flores. A alcachofra que termina seu ciclo e floresce não serve para o consumo. Aquelas que não se desenvolvem a ponto de formarem o miolo, geralmente, têm tamanho reduzido. “Delas tiramos os corações [miolo pequeno] de alcachofra, que podem ser vendidos em conserva”.
Na lavoura, trabalham apenas seu marido e um funcionário. Diferente do que se observa na região, eles não cobrem as flores com sacos de papel. Ana Lidia explica que essa técnica é mais indicada para produtores que querem manter a cor da flor, porque dependem de sua boa aparência para a venda no varejo. “O sol tira a pigmentação delas, mas como trabalhamos com a venda do miolo, isso não é um problema”.

Hoje, a Alcachofras Bonsucesso fornece o miolo para restaurantes e pizzarias, além de vender os próprios subprodutos. Cada caixa da flor custa em média R$ 40. Por ano, ela vende entre 35 e 37 mil flores. Na loja é possível encontrar ainda patê de alcachofra, massas congeladas e miolo e coração em conserva.
As visitas para conhecer a plantação e desfrutar do restaurante precisam ser agendadas. No cardápio, alcachofras recheadas, à parmegiana, massas e bacalhau às natas também com alcachofra.
Toda a família está envolvida com o negócio, fundado há 20 anos. A mãe de Ana Lídia faz toalhas de crochê, sua filha produz doces e a neta também quis deixar uma contribuição para a loja da Alcachofras Bonsucesso. Pendurado na parede, um quadro pintado pela representante mais jovem da família completa a decoração.
A Alcachofras Bonsucesso terá um estande na 22ª edição da Expo São Roque, que vai de 10 de outubro a 2 de novembro, sempre às sextas, sábados e domingos.
Serviço
Alcachofras Bonsucesso
Sítio Cacique, Estrada Sorocamirim, km 23
São Roque-SP
Altura do km 6 da Estrada do Vinho
Loja aberta de segunda a domingo, das 9h às 18h
bonsucesso.analidia@gmail.com
Reservas: (11) 4711-2198
Confira, abaixo, vídeo que ensina como preparar um delicioso parmegiana de alcachofra:
Alcachofra à parmegiana (em vídeo abaixo)
Serve: 3 porções
Tempo de preparo: 40 min
*(deixar a alcachofra marinar por 2h antes de iniciar o preparo)
Ingredientes
> 3 miolos de alcachofra;
> 3 fatias de queijo mussarela;
> queijo parmesão ralado;
> 5 conchas de molho de tomate puro;
> 1 ovo e farinha de rosca para empanar.
Marinada
> 2 xícaras de água;
> óleo;
> sal;
> alho;
> cebola.
Como fazer
Descasque a alcachofra e deixe apenas o miolo. Ferva os miolos por alguns minutos, até amolecer um pouco. Depois, retire e deixe por duas horas marinando na água, óleo, sal, alho e cebola. Na sequência, passe a alcachofra no ovo e, depois, na farinha. Reserve. Em uma travessa, coloque quatro conchas de molho, depois a alcachofra e mais um pouco de molho por cima. Acrescente a mussarela e salpique o parmesão. Leve ao forno por cerca de dez minutos.
Ana Lídia, produtora de alcachofra há 20 anos e fundadora da Alcachofras Bonsucesso (Foto abaixo: Thuany Coelho/ Editora Globo)
fonte revista Globo Rural

