Falta de infraestrutura logística a

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Eraí Maggi, um dos maiores produtores do Brasil, comentou, em entrevista ao jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, sobre a produção de soja, milho e algodão para esta safra 2016/17, além de destacar também o principal desafio pelo qual o estado do Mato Grosso ainda passa, que é a logística.

Maggi conta que, no momento, sua safra de soja vem em boas condições, com chuvas adequadas e presença de sol, abrindo uma boa janela para a safrinha de milho e para o algodão. No ano passado, o estado teve um problema grave com redução de produção de milho, soja e algodão devido à seca, com alguns produtores tendo prejuízos grandes, mas a situação parece se contornar.

Para ele, o problema atual do Mato Grosso e também de todo o Brasil é a logística. Ele destaca que a questão “melhorou bastante no Centro-Oeste nos últimos anos, mas tem muita coisa a ser feita”, como um melhor acesso para as ferrovias. Além disso, ele aponta o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) como uma boa parceria entre governo e produtores para realizar melhorias em estradas e ferrovias.

O milho safrinha, por sua vez, vem com uma expectativa de se produzir quase o dobro na propriedade de Maggi. Haverá um aumento de 10% da área e, com a janela em boas condições, há a esperança de uma safra grande, com comercialização antecipada, armazenamento e 20% destinado à produção de gado e peixe na própria propriedade. No entanto, o preço do milho deve retrair, em consequência do esperado para o estado.

O algodão, que hoje é uma safra cheia no estado, também deve vir com uma safra boa, dentro da janela, mas ele destaca a necessidade de ter um perfil de solo muito bom para produzi-lo. Ele conta que o algodão produzido no estado é “igual ou melhor” do que o da região de Memphis, nos Estados Unidos e é destinado para as indústrias têxtis.

Para os próximos anos, Maggi aconselha os produtores a plantar com carinho, ter paciência e administrar as suas terras muito bem. “Em um breve tempo, vamos chegar a um bom preço das commodities”, diz.

 

Por: João Batista Olivi e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas


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