Cepea: Indicador cotação boi, suínos e algodão

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Boi/Cepea: Retração compradora pressiona indicador.

Os preços do boi gordo seguem em queda, refletindo principalmente a retração compradora. Nessa quarta-feira, 25, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo (estado de São Paulo, à vista) fechou a R$ 146,08, queda de 2,26% na parcial do mês (de 29 de dezembro a 25 de janeiro) e de 1,8% em sete dias. Segundo pesquisadores do Cepea, além de abrirem preços menores para compra, muitos frigoríficos estiveram fora do mercado nos últimos dias.

Operadores do segmento industrial atribuem o interesse reduzido ao consumo retraído no varejo, por conta sobretudo dos gastos extras de início de ano. No atacado da carne com osso da Grande São Paulo, os preços se mantiveram praticamente estáveis entre 18 e 25 de janeiro. Para a carcaça casada bovina, houve aumento de ligeiro 0,2%, a R$ 10,28/kg nessa quarta.

Suínos/Cepea: Preço do vivo segue em queda, mas ainda supera o de jan/2016.

O preço do suíno vivo continua caindo na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Na SP-5, a queda foi de 0,5% entre 18 e 25 de janeiro, com o quilo do animal cotado a R$ 4,05 nessa quarta-feira. No Sudoeste Paranaense, a baixa de 0,7% em sete dias levou o quilo do vivo para R$ 3,89.

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Conforme pesquisadores do Cepea, as valorizações têm sido limitadas pela demanda enfraquecida, que, desde o início de 2017, vêm pressionando as cotações do vivo e da carne. Apesar das quedas em janeiro, os preços médios do suíno vivo na parcial do mês superam os de um ano atrás, em termos reais (IPCA de dez/16).

Os maiores patamares se devem à baixa oferta, reflexo da redução no alojamento de animais desde meados de 2016.

Algodão/Cepea: Indicador de janeiro é o maior desde junho de 2011.

Os preços do algodão no mercado brasileiro avançam janeiro firmes, sustentados pela baixa disponibilidade da pluma. Além da quebra na produção da safra 2015/16, boa parte da mesma temporada foi comprometida antecipadamente. Na parcial deste mês (até o dia 25), o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias, referente à pluma 41-4, posta em São Paulo, registra média de R$ 2,7722, a maior desde junho de 2011, em termos reais (valor deflacionado pelo IGP-DI de dez/16). Em relação a dez/16, a valorização é de 1,9% e, sobre jan/16, de 7,3%.

Quanto aos negócios, o ritmo esteve relativamente aquecido até meados de janeiro, diante da postura mais flexível de vendedores, principalmente tradings, quanto aos valores pedidos e aos prazos de pagamento. A partir da segunda quinzena, porém, a liquidez voltou a baixar. Apenas indústrias com necessidades imediatas se mostravam ativas.

As negociações para entregas futuras também estiveram maiores principalmente na primeira metade de janeiro, envolvendo lotes referentes às safras 2015/16 e 2016/17, tanto para o mercado interno bem como para o externo. A alta nos preços internacionais, tanto Cotlook A como dos contratos na Bolsa de Nova York (ICE Futures), elevou a paridade de exportação, favorecendo alguns fechamentos. Com a valorização do Real frente ao dólar no final do mês, porém, a paridade voltou a cair, travando as efetivações.

Na parcial de janeiro (até o dia 25), conforme cálculos do Cepea, a média da paridade de exportação na condição FAS (FreeAlongsideShip), porto de Paranaguá (PR), foi de R$ 2,2468/lp, queda de 2,12% sobre a de dez/16 (R$ 2,2955/lp). Também no comparativo mensal, o Índice Cotlook A (referente à pluma posta no Extremo Oriente) subiu 2,82%, e o dólar se desvalorizou 4,41% frente ao Real.

Segundo dados da Secex, até a terceira semana de jan/17, a média diária dos embarques foi de 1,6 mil toneladas, 51,7% inferior à de dez/16. Em faturamento, a média estava em US$ 2,4 milhões diários, 52,7% menor que os US$ 5,2 milhões/dia do mês anterior. Quanto ao preço médio de jan/17 em dólares, segundo a Secex, houve recuo em relação a dez/16, de 2,1%, a US$ 1.541,3/t; em Reais, a média está em R$ 4.946,33/t, queda de 6,3% se comparado à de dez/16.

NOVA SAFRA – Informações divulgadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no dia 10 apontam queda de 5,2% na área cultivada para a nova temporada (2016/17), totalizando 905,2 mil hectares. Ainda assim, a produção brasileira aumentaria em 10,1%, impulsionada pela estimativa de produtividade 16,1% superior à da safra 2015/16. Quanto ao clima em novembro e dezembro de 2016, a Conab indicou condições favoráveis.

Fonte: Cepea/Esalq.


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