Cepea: Indicador cotação milho, soja e mandioca
Milho/Cepea: Com precipitações e oferta reduzida, indicador sobe em SP.
O Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas, SP) subiu 4,1% entre 13 e 20 de janeiro, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 35,59 na sexta-feira, 20. De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta está atrelada às chuvas abundantes no estado, que impossibilitaram o progresso da colheita, reduzindo o volume de cereal disponível para comercialização.
Nas demais praças paulistas e em Pernambuco, onde as cotações também reagiram na última semana, o cenário é o mesmo. Já nas demais localidades do País, os valores seguem em queda, principalmente no Sul, onde a entrada da safra verão tem pressionado fortemente as cotações.
Soja/Cepea: Chuvas e maior demanda impulsionam cotações.
Os preços internos e externos da soja subiram na última semana, impulsionados pelo maior interesse comprador e por incertezas quanto ao impacto das chuvas na América do Sul, especialmente na Argentina – o que levou à valorização do farelo de soja. Entre 13 e 20 de janeiro a média ponderada dos valores da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, subiu 3%, indo para R$ 73,65/saca de 60 kg na sexta-feira, 20.
O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), foi para R$ 78,59/sc de 60 kg, expressivo aumento de 3,1% em sete dias. No Brasil, conforme colaboradores do Cepea, as precipitações interromperam a colheita, impossibilitando alguns produtores de entregar lotes comprometidos com exportação.
Assim, compradores estiveram mais ativos, visando principalmente completar cargas de navios programados para embarcar a oleaginosa.
Mandioca/Cepea: Preço sobe em 151% em um ano.
Os preços da mandioca voltaram a subir em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. O impulso veio da demanda firme em relação à oferta, com maior disputa pela raiz entre fecularias e destas, com indústrias de farinha. Além disso, compradores nordestinos passaram a adquirir volumes ainda maiores do produto, cenário que também influenciou na alta dos preços.
Entre 16 e 20 de janeiro, o valor médio a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia ficou em R$ 539,23 (R$ 0,9377 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), 3,2% acima da média anterior e 151% maior que no mesmo período do ano passado. Quanto à oferta, quase não há mais lavouras de segundo ciclo para serem colhidas, e agricultores não têm demonstrado interesse pela comercialização das lavouras de um ciclo e meio devido à baixa produtividade.
Fonte: Cepea/Esalq.

