Cepea: Indicador cotação boi, suínos e frango
BOI/CEPEA: Carne bovina perde competitividade frente a substitutas.
Nos segmentos de reposição e de animais para abate, o movimento foi de alta na virada do mês. Operadores comentam que tem havido aumento da demanda por bezerros, dado que as pastagens estão se recuperando.
Apesar disso, persistem as dúvidas quanto ao retorno a ser obtido diante dos preços pagos atualmente – considerados altos. Já com relação à carne com osso, a diferença de preços do dianteiro bovino em relação ao frango inteiro resfriado e à carcaça especial suína é a maior para um mês de janeiro de toda a série Cepea.
A perda de competitividade da carne bovina se explica pela valorização que teve em janeiro, período em que as substitutas recuaram. Com relação ao mercado de animais para abate, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) segue predominantemente em alta de 0,9% nos últimos sete dias, a R$ 151,95 nessa quarta-feira, 03. Com disponibilidade limitada de animais prontos para abate, muitos pecuaristas mantêm-se recuados, o que favorece os ajustes da arroba.
SUÍNOS/CEPEA: Vivo e carne continuam desvalorizados.
Os preços domésticos do suíno vivo e da carne seguem em queda, influenciados pela ampla oferta. Com os valores do milho e do farelo de soja bastante elevados, suinocultores têm aumentado os abates, em uma tentativa de economizar com a alimentação e manter suas margens. Nem mesmo o maior volume exportado de carne suína in natura em janeiro foi suficiente para estancar as quedas no mercado nacional.
No mês passado, foram exportadas 39,14 mil toneladas de carne suína in natura, 4,1% a mais que em dezembro e expressivos 64,5% acima dos embarques de janeiro/15.
Apesar de atípico para o período, esta alta era esperada por alguns agentes do setor em função do dólar valorizado. Em janeiro, a receita foi de R$ 286 milhões, um recorde para o período e 68,7% maior que a de jan/15. Em dólar, o faturamento foi de US$ 70,75 milhões, com aumento de 9,7% sobre o mesmo período do ano passado.
FRANGO/CEPEA: Faturamento com exportação bate recorde há um ano.
O alto patamar do dólar tem refletido positivamente nas exportações, que tiveram bom desempenho também em janeiro. A receita de R$ 1,6 bilhão obtida com as exportações de carne de frango in natura no primeiro mês deste ano foi recorde para o período, representando aumento de 42,4% sobre jan/15, conforme dados da Secex – em dólar, foram US$ 386,68 milhões.
Com esse resultado, completa-se um ano de faturamentos mensais recordes no comparativo com igual mês do ano passado. O volume também teve forte crescimento frente a janeiro do ano passado, na marca de 15,8%. As 286,4 mil toneladas embarcadas foram a segunda maior quantidade para um mês de janeiro.
Sobre dezembro/15, no entanto, verificou-se queda de 20,9%. Já no mercado interno, as variações de preços da carne congelada e resfriada têm sido distintas entre as regiões pesquisadas pelo Cepea, mas com predominância de quedas. No mercado spot de frango vivo, as desvalorizações são generalizadas.
Fonte: Cepea.

