Análise de Milho, Soja e Boi Gordo de 02/03

Compartilhar

Tanto no Bolsa de São Paulo (BM&F) quanto na Bolsa de Chicago (CBOT) o milho fechou em queda nesta segunda-feira. A soja voltou a cair forte no mercado externo. O boi gordo em dia de poucos negócios fechou em leve queda.

MILHO

As lavouras brasileiras estando principalmente na fase de maturação, para o milho de 1 safra, e em fase de crescimento vegetativo, para o milho de 2 safra, está em boas condições, dá sustentação para a grande produção esperada.

Na Argentina as lavouras encontram-se em fase de enchimento de grãos com boas condições de umidade de solo e em boas condições de lavouras, devem ter uma grande produção.

Na BM&F o mercado trabalhou o produto o dia inteiro em baixa com pequena recuperação nos preços no final do pregão. A análise técnica começa a dar indícios de queda na cotação.

Na Bolsa de Chicago o mercado tentou uma continuidade de alta nos trabalhos noturnos, porém pela manha iniciou a queda intensificada no início da tarde. As análises técnicas indicam continuidade de alta.

 

SOJA

Com lavouras em fase de frutificação ou maturação no Brasil as condições das lavouras dão sustentação para a grande produção esperada.

As lavouras argentinas encontram-se em fase de enchimento de grão ou de floração para as mais tardias, com plantas em boas condições. Assim tendo uma grande possibilidade de boas produções.

A continuidade da alta nas cotações do dólar faz o produto continuar em alta no Brasil, tanto nos portos quanto nas regiões produtoras.

A análise da CBOT mostrou que assim como no milho o mercado noturno tentou dar continuidade as últimas altas, porém no início da manha começou a cair sendo intensificado no início da tarde.

 

BOI GORDO

As escalas de abate estão curtas, devido tanto a falta de animais terminados, quanto aos produtores estarem segurando animais e a greve dos caminhoneiros, que tem ajudado a manter os preços em alta.

As chuvas estão próximas ao final nas regiões produtoras do centro-oeste que teve grande problemas com seca no final do ano passado e inicio deste ano. O que pode dificultar a manutenção dos animais.

O abate de fêmeas continua intenso, com riscos para o futuro.

A demanda interna por carnes está cada vez pior, devido a inflação que está diminuindo o poder de compra dos consumidores brasileiros.

Na BM&F o mercado trabalhou com aumento nos preços durante a manha, porém à tarde recuou e fechou em queda. A análise técnica indica continuidade de alta nos preços.

 

TIAGO JURCA

OBS: Análises apenas educacionais, não é indicação de compra ou venda de ativos.


Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *