Produção de grãos tem alta de 2,6% na safra

Soja em alta permanece como destaque da colheita prevista para este ano. Aumento das áreas plantadas deve encerrar período de crescimento, em decorrência na baixa do preço de commodities.

 

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O Brasil deverá registrar uma produção de grãos de 193,47 milhões de toneladas. O volume é aproximadamente 2,6% superior à safra passada, que representa um aumento de 4,81 milhões de toneladas em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado é do 11º levantamento de grãos da safra 2013/2014, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na semana passada. O maior destaque foi mais uma vez a cultura de soja, que apresentou um incremento de 5,1% na produção, o equivalente a 4,16 milhões de toneladas.

 

O total de área destinada ao plantio de grãos deve chegar a 56,85 milhões de hectares, o que significa uma alta de 6,1% se comparado à área de 53,6 milhões de hectares da safra passada. A soja segue com crescimento de 8,7%, passando de 27,7 para 30,1 milhões de hectares. A cultura de trigo também apresentou crescimento expressivo, saindo de 2,2 milhões de hectares para 2,6 mil hectares, um crescimento de 20,7%. Outro produto a ser destacado é o feijão, que apresentou recuperação de área principalmente no Nordeste.

 

Segundo o diretor da Sociedade Nacional de Agricultura, Fernando Pimentel, a expansão da área colhida, para 56,2 milhões de hectares é um número bastante positivo, que parece encerrar um ciclo virtuoso de sete anos de boa rentabilidade no campo. Diante dos preços deprimidos para quase todas as culturas anuais de importância econômica, em particular a soja e o milho, “é de se esperar uma redução nesse ritmo de expansão que não deve passar de 3% para 2015”. Para ele, esse número poderá ser ainda menor no ciclo 2015 – 2016, se as safras forem regulares no período.

 

De acordo com Pimentel, a boa safra americana de soja e milho em fase final vai recompor os estoques internos que norteiam a precificação dessas commodities na Bolsa de Chicago, o que tira o peso sobre a oferta e coloca os compradores, em particular a China, na zona de conforto.

 

“Como ainda temos muita soja e milho no hemisfério Sul, talvez enfrentemos um horizonte de preços baixos pelo período de 12 a 18 meses, até que tenhamos uma recuperação da renda no campo e, consequentemente, estímulos para crescer novamente. Esse cenário para o milho e soja encontra um mercado já deprimido para o café, algodão, laranja e cana, o que deverá impactar o VBP nacional desse ano e do próximo, além de prejudicar a nossa balança comercial”.

 

A Conab fez a pesquisa entre os dias 20 e 26 de julho. Durante o estudo, foram levantadas informações de área plantada, produção e produtividade média estimada, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores, evolução da colheita, entre outras variáveis.

 

Fonte: Estado de Minas.

Equipe Agron

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