Produzir cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul pode custar 11,5% a mais em relação aos investimentos necessários no estado de São Paulo, o que representa o desembolso de R$ 0,06 a mais por quilo de Açúcar Total Recuperável (ATR). Esta é uma das considerações do estudo de custos e competitividade encomendada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Sistema Famasul) e pela Associação dos Fornecedores de Cana Sul-Mato-Grossense (Sulcanas), apresentado pelo presidente da Datagro, Plínio Nastari, no auditório da Casa Rural, nesta segunda-feira (26).
De acordo com Nastari, a formação da lavoura da cana-de-açúcar, exigindo o preparo do solo antes inapto para a atividade, e as altas taxas tributárias contribuem para que Mato Grosso do Sul se sobressaia nos custos de produção. “A transformação da pastagem degradada em solo fértil – junto com o fato do produtor pagar taxas para manutenção de estradas e não poder compensar ICMS sobre insumos – sobrecarrega o custo de produção e desestimula produtores que não conseguem gerar recursos e margem para cobrir os investimentos”, destacou Nastari, referindo-se às políticas estaduais e federais que limitam o desenvolvimento do setor sucroenergético.
O estudo encomendado pela Famasul e pela Sulcanas foi desenvolvido durante a safra 2013/14 e faz a relação da produção canavieira de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, envolvendo os custos de 25 usinas e 12 associações/fornecedores de cana-de-açúcar. Para os resultados foram levados em consideração os custos dos fatores de produção, que envolvem mecanização e insumos, os custos operacionais que abrange formação de canaviais, preparo do solo, plantio e outros, além de custos não operacionais.
Para o presidente da Comissão de Agroenergia da Famasul, Luis Alberto Moraes Novaes, identificar detalhes sobre os custos da cana-de-açúcar no Estado, contribui para a elaboração de estratégias que geram competitividade. “Verificar as dificuldades técnicas e de investimento por meio de pesquisa nos dá embasamento para tomarmos posição a favor do produtor rural que mesmo com empecilho, desenvolve e diversifica a produção”, afirma Novaes.
Fatores climáticos também foram apontados como estimuladores dos custos de produção da cana-de-açúcar de Mato Grosso do Sul. As chuvas irregulares e as geadas ocorridas no Estado em 2013 acumularam perdas de R$ 14,81 por tonelada de cana e R$ 1.202,30 por hectare. O presidente da Sulcanas, Paulo Diniz Junqueira Filho, alertou para outras contribuições da pesquisa. “Os números quebram o paradigma de que Mato Grosso do Sul tem arrendamento barato e alta lucratividade com o plantio de cana”, finalizou o dirigente.
Foto: Luis Alberto Moraes Novaes, pres. da Comissão de Agroenergia da Famasul.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul.
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