Cafeicultores de MG calculam perdas de 80% no Estado

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A seca no interior de Minas Gerais ocasionou perdas de até 80% na produção do café. Com a severidade da estiagem, produtores tiveram milhares de plantas condenadas, sobretudo as com menor idade, que iriam renovar os cafezais. Com produção perdida, os cafeicultores acompanham apenas como espectadores os altos preços do produto no mercado e temem prejuízos irrecuperáveis, que devem se estender pelos próximos anos.

 

A propriedade do produtor Maurício de Oliveira, localizada no município de Simonezi, zona da mata do Estado mineiro, tem 18 hectares de café. Oliveira calcula uma perda geral na produção de 60%. Os talhões mais novos são os que mais sofreram com a falta de água. Para piorar, o custo aumentou significativamente na tentativa de combater as pragas que apareceram, como o ácaro do café.

 

Para os meses de janeiro e fevereiro, os produtores esperavam cerca de 500 milímetros de chuvas, mas em vez disso choveu pouco mais que 30 milímetros. A consequencia foi à baixa produtividade, folhas queimadas e plantas pouco desenvolvidas. Cerca de 65 municípios da região produtora de café do leste de Minas, que vai até a divisa com o Espírito Santo, tem um cenário semelhante.

 

A conta feita pelo produtor é motivo para desespero: em tempos normais é possível conseguir encher uma saca de 60 quilos de café com apenas oito balaios. Agora, por conta dos grãos podres ou inúteis, são necessárias de 12 a 15 balaios, o dobro do normal.

 

Mesmo com o preço do café em alta, os produtores se veem impotentes sem ter o produto para oferecer ao mercado. O impacto negativo gerado pelas perdas dos produtores já reflete diretamente na economia dos pequenos municípios que dependem da renda dos cafeicultores no interior do Estado.

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Fonte: Rural BR.


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