Agronegócio tem queda de 10,8% nas exportações

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A balança comercial do agronegócio abriu 2014 com superávit (exportações maiores que importações) de R$ 4,4 bilhões, registrado em janeiro. Apesar de positivo, o resultado é inferior ao superávit de US$ 5,1 bilhão registrado no mesmo mês do ano passado. O motivo foi a queda de 10,8% no valor exportado, que ficou em US$ 5,87 bilhões. As importações ficaram em US$ 1,46 bilhão, estáveis frente a janeiro do último ano. As informações foram divulgadas ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Os produtos agrícolas que puxaram o recuo nos ganhos com exportações foram o milho, com US$ 374 milhões, ou 39,5% menos em ingressos financeiros, e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 356 milhões ou 26,6% menos. Entre os produtos que ajudaram a amenizar a queda estão o complexo soja, com US$ 213 milhões mais do que no último mês, e os produtos florestais, que contribuíram com aumento de US$ 151 milhões nas exportações.

 

O maior valor exportado no mês ficou com o setor de carnes, que vendeu US$ 1,27 bilhão. A carne bovina foi responsável pela maior parte dos ganhos, com exportações de US$ 555 milhões. O montante foi 7,7% superior ao registrado em janeiro do ano passado. Os demais tipos de carne tiveram redução nas vendas externas.

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Acumulado

Nos últimos doze meses, as exportações do agronegócio alcançaram o montante de US$ 99,26 bilhões (+2,7%), aumento de US$ 2,60 bilhões em valor absoluto. As importações cresceram 4,2%, passando de US$ 16,38 bilhões para US$ 17,06 bilhões. O superávit comercial foi de US$ 82,19 bilhões.

 

As vendas externas do complexo soja atingiram US$ 31,17 bilhões (+22,1%), valor que representou 31,4% do total das exportações do agronegócio. O principal produto exportado foi a soja em grão, as vendas externas passaram de 31,90 milhões de toneladas para 42,82 milhões de toneladas.

 

As exportações de carnes subiram 6,2%, atingindo a cifra de US$ 16,80 bilhões. A carne de frango ficou na primeira posição do setor (US$ 7,43 bilhões), logo em seguida veio a carne bovina (US$ 6,70 bilhões). A carne suína teve queda de 10,5% e a de peru de 8%.

 

Entre os países que compram produtos do Brasil, a China teve o maior aumento em termos de participação nos últimos doze meses. O país asiático expandiu sua participação em 4,7 pontos percentuais e atingiu 23,1% do total exportado pelo Brasil.

 

Fonte: Tribuna do Norte.


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