Projeção para a Cana-de-açúcar em 2014
Após mais um ano de superprodução – em torno de 71 milhões de toneladas -, o momento é de crise, com baixos preços aos produtores (de janeiro a novembro, a desvalorização foi de 11,3%). Para o etanol, é grande a dificuldade de concorrer com a gasolina nos postos, em função da política do Governo Federal de manutenção dos preços da gasolina no país e o descumprimento da proposta de incentivo ao setor sucroalcooleiro.
Para a analista de agronegócio da FAEMG, Cláudia Mara, a manobra prejudica muito o mercado brasileiro: “Para controlar apenas um dos índices de inflação, o Governo Federal segurou um aumento de apenas 4% para a gasolina, o que não reflete o mercado internacional. Por outro lado, o aumento do diesel, principal combustível de maquinário agrícola, foi muito superior”, destaca.
Já o açúcar registrou trajetória de desvalorização durante boa parte do ano. Em outubro, um incêndio na Coopersucar, com perda de grande volume da produção, fez o mercado reagir a princípio. Entretanto, a expectativa de nova produção alta continua segurando os baixos preços.
Vale lembrar
Setor produtivo e indústrias sucroalcooleiras mineiras uniram forças e demandas com o lançamento, no início de dezembro, da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético de Minas Gerais, na Assembleia Legislativa (ALMG). O objetivo do grupo é discutir desafios e buscar ações e políticas para impulsionar o setor, como o incentivo ao consumo do etanol e redução do ICMS, elevando sua competitividade sobre a gasolina, que vem recebendo forte subsídio do Governo Federal.
Fonte: FAEMG.

