Vendas, preços e mercado da soja

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Vendas da soja avançam com maiores preços médios nos últimos anos.

 

A comercialização da safra de soja 2013/14 tem avançado no Brasil. Estimativas apontam que, até o momento, cerca de 35% da produção da oleaginosa já foi negociada, o número é superior a média dos anos anteriores, de 30%. Na região Oeste do Paraná, os produtores conseguem vender a saca de soja entre R$ 60,00 a R$ 62,00, para entrega em fevereiro ou março. Segundo o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, a volatilidade da taxa de câmbio, devido às contas públicas brasileiras, ainda pode proporcionar novas oportunidades de negócios aos produtores rurais.

 

“Este ano, os produtores fizeram uma comercialização mais comedida, tivemos preços médios melhores do que os do ano passado, porém os picos de preços foram menores”, explica. Entretanto, é preciso ressaltar que, com a concretização de uma boa safra na América do Sul, os preços futuros da commodity podem se acomodar em um patamar abaixo dos atuais registrados na Bolsa de Chicago. Apenas os dois primeiros vencimentos, janeiro e março/13, estão com valores acima de US$ 13/bushel.

 

As demais posições estão na casa dos US$ 12/bushel, cenário que, na visão do economista, reflete a recomposição dos estoques mundiais de soja, com boas produções e, consequentemente, cotação em nível mais baixo. No Brasil, o plantio segue avançando em importantes regiões produtoras. No Mato Grosso do Sul, os agricultores já terminaram o cultivo da soja e a expectativa é que sejam colhidas 6,5 milhões de toneladas, nesta safra.

 

Em Goiás, a semeadura do grão alcança 95% e a produção do estado deverá totalizar 9,5 milhões de toneladas. A situação também se repete no estado do Mato Grosso e a previsão da Famato é que sejam colhidas mais de 25 milhões de toneladas de soja na safra de verão. Já o Paraná, deverá colher em torno de 16,35 milhões de tonelada de soja. Por outro lado, o economista afirma que a demanda continua consistente pelo produto norte-americano disponível.

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Os EUA já negociou mais de 36 milhões de toneladas de soja, das 39,5 milhões de toneladas destinadas às exportações, o equivalente a 80%. “O que vai fazer com haja um suporte consistente em relação à queda nos preços nos próximos 30 dias, porém temos a safra sulamericana e o mercado pode recuar”, alerta Motter.

 

Diante desse cenário, a orientação é que os produtores participem do mercado aos poucos, aproveitando os picos de preços. Ainda na visão do economista, nos próximos 60 dias, caso a safra brasileira se concretize em uma grande produção, poderá haver uma igualdade nos preços da safra velha e safra nova. Atualmente, essa diferença gira em torno de R$ 10,00 a R$ 12,00, já que a safra velha é negociada a R$ 75,00/saca e a safra nova a R$ 60,00 ou R$ 62,00 com entrega em fevereiro.

 

Em relação à safra velha, cerca de 5% da produção anterior ainda está nas mãos dos agricultores para ser negociada, em torno de 4 milhões de toneladas. O número é maior do que ano anterior, cerca de 2% de uma produção de 66 milhões de toneladas. Apesar da demanda interna aquecida, o economista diz que, o volume de soja, de 4 milhões, será suficiente para a atender o mercado doméstico no período de entressafra.

 

Fonte: Notícias AgrícolasCarla Mendes.


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