RS: Canola ‘aquece’ safra de inverno

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Ano após ano, a canola faz jus ao título de “ouro do inverno”. Equiparando-se ao preço pago pela saca de soja, a oleaginosa já ocupa 544 hectares no Alto Uruguai. Apenas em Centenário, município localizado a 38 quilômetros de Erechim, cerca de 200 hectares são dedicados à cultura.

 

Em plena floração e formação de síliquas (vagens), a canola chama atenção pelo amarelo intenso que colore as paisagens da região. Além de Centenário, Campinas do Sul e Erebango também começam a concentrar polos produtivos – cada um com 100 hectares atualmente. Embora pareça expressiva, a área dedicada à cultura ainda é mínima se levados em conta os 280 mil hectares agriculturáveis na região.

 

“Entre trigo e cevada nós plantamos 79 mil hectares. Desta forma, temos 200 mil que viram aveia e algumas pastagens. Com isso [as terras] acabam ficando um pouco desprotegidas. Ou seja, a canola tem muito espaço para entrar”, explica o engenheiro agrônomo da Emater, Paulo Silva, assistente técnico regional.

 

Embora alguns produtores ainda vejam o plantio com receio, a Emater pretende dar início a um intenso trabalho de incentivo ao cultivo da canola. Boa parte do temor dos agricultores está relacionado à maturação sem uniformidade, o que pode demandar algumas adaptações. O medo também advém do tamanho das sementes – como são muito pequenas, a boa colheita depende também de máquinas bem ajustadas.

 

Mas, para Paulo Silva, as vantagens são muito maiores do que os desafios. “Podemos enumerar pelo menos cinco benefícios: é uma ótima alternativa de inverno, os níveis de produtividade alcançados estão aumentando, o valor de mercado está muito bom, inclusive muito próximo do pago pela soja, há grande procura pelo óleo de canola, não apenas devido ao biodiesel, mas principalmente para alimentação humana e, por fim, a disponibilidade de máquinas e equipamentos, que ficam ociosos durante o inverno”, explica.

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Os primeiros estímulos à produção na região iniciaram há cerca de seis meses, através de parcerias entre Emater, Embrapa e BSBios. Bons incentivos também partiram da Olfar. Agora, o desafio é ampliar a área dedicada ao cultivo, já no próximo ano. “Queremos fortalecer e incentivar a produção. Com a Olfar e BSBios recebendo, ficará muito mais fácil para que o agricultor plante e entregue o produto”, reforça.

 

Fonte: Diana Rocha, Jornal Bom Dia.


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