Clima seco nos EUA sustenta cotações

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Fechamento Chicago: clima seco nos EUA sustenta cotações.

 

O mercado internacional de grãos operou com volatilidade na sessão desta quarta-feira (28). Mas a partir do meio do pregão de hoje o mercado se manteve focado na previsão de clima quente para o cinturão produtor nesta semana. De qualquer forma, para as duas próximas semanas são esperadas algumas chuvas para as regiões produtoras do meio oeste.

 

As cotações futuras da soja voltaram a operar do lado positivo da tabela e, por volta das 15h (horário de Brasília), as principais posições da commodity registravam altas entre 2 e 19 pontos na Bolsa de Chicago. Os futuros do milho trabalham em campo misto e, apenas, o contrato setembro/13 exibe se mantém no azul. Já as cotações do trigo, exibem leves ganhos entre 1,25 e 2 pontos.

 

O consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, explica que a tensão envolvendo a Síria pesa sobre os mercados. E diante da possibilidade de um ataque militar de potências ocidentais contra o país, os investidores buscam aplicações menos arriscadas como as ações. “Os investidores buscam ativos de maior liquidez a longo prazo, como, por exemplo, o ouro”, diz o consultor.

 

Em contrapartida, o clima quente e seco nos Estados Unidos permanece sendo um fator de suporte aos preços futuros na CBOT, apesar da atualização dos mapas climáticos indicando temperaturas mais amenas e maior umidade em algumas regiões produtoras dos EUA ainda esta semana.

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Segundo analistas, as possíveis precipitações podem aliviar as condições das lavouras, mas ainda não seriam suficientes para resolver a situação. “Mas se o clima não mudar nos próximos 10 dias, os preços da soja podem trabalhar em patamares mais altos.

 

A expectativa é que as cotações trabalhem entre US$ 13,50 e US$ 14,00/bushel”, afirma Brandalizze. Ainda nesta quarta-feira (28), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 120 mil toneladas de soja em grão para a China. O volume deverá ser entregue na temporada 2013/14.

 

Fonte: Notícias Agrícolas Carla Mendes.


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