Transgênicos: MT amplia área em 9,5%

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Estado que também é líder na adoção da tecnologia, consolida posição. GM´s marcam dez anos no Brasil.

 

Mato Grosso deve ampliar em 9,5% o uso de tecnologias geneticamente modificadas na safra 2013/14. O Estado líder nacional na produção de grãos e fibras, já liderava a adoção dos GM´s – em soja, milho e algodão – e no próximo ciclo consolida sua posição, justamente quando essas novas variedades acabam de completar dez anos de uso no Brasil.

 

Se a projeção divulgada no início do mês pela Céleres Consultoria se confirmar, serão cultivados a partir de setembro, 10,7 milhões de hectares (ha) com GM´s, o que indica uma cobertura de 89,1% da área cultivada com as três culturas no Estado.

 

Conforme o 1º acompanhamento da adoção de biotecnologia agrícola para a safra 13/14 da Céleres, a adoção da biotecnologia agrícola no Brasil, considerando as três culturas, deverá totalizar 40,3 milhões/ha – 87% do total a ser plantado – com um crescimento de 7,3%, ou 2,73 milhões a mais em relação à safra anterior.

 

A sojicultura segue liderando a preferência por GM´s no campo. A projeção mostra que os 10,7 milhões/ha que serão cultivados no Estado na nova safra terão a seguinte configuração: 11,6% deles receberão a tecnologia com resistência a insetos (RI), 59,9% sementes com tolerância aos herbicidas (TH) e 17,6% com cultivares de genes combinados (RI/TH).

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A safra de soja deverá contabilizar 7,56 milhões/ha no Estado cultivados com variedades GM´s, a adoção representa 91% da área a ser cultivada. Conforme a Céleres, a área total no Estado será de 8,31 milhões/ha que deverão produzir 25,70 milhões de toneladas (t). Com este cenário, a Céleres não observou intenções na adoção de RI, mas a tecnologia TH deve cobrir 83,9% da área e outros 7,1% com RI/TH.

 

Para o milho segunda safra, a Céleres estima uma área total de 3,12 milhões/ha no Estado e produção de 19,35 milhões t. Os GM´s cobririam 92% da superfície, sendo 40,1% com RI, 4,8% com TH e 47,1% com RI/TH. Para a cotonicultura a área estimada é de 520 mil/ha com produção de pluma de 790 mil t. Dentro desta projeção, 43,6% da área será coberta com cultivares transgênicas sendo 22,3% com RI, 14,3% com TH e 7% com RI/TH.

 

Como explica o CEO da Céleres, Anderson Galvão, a adoção da biotecnologia agrícola por estados continua mostrando a distribuição das culturas transgênicas pelos principais produtores do país, “inclusive regiões consideradas de nova fronteira agrícola, como o BAMAPITO, sigla que agrega os estados da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins”.

 

No ranking nacional de adoção da tecnologia geneticamente modificada, além de Mato Grosso estão, o Paraná, com 7,2 milhões de hectares de lavouras transgênicas, +5,6% de crescimento no comparativo com 12/13. O Rio Grande do Sul aparece em seguida, com 5,6 milhões de hectares, acréscimo de 2% em relação ao ano anterior.

 

CONJUNTURA – Galvão observa que mesmo com um cenário macroeconômico não tão favorável quanto nas safras anteriores, o agricultor brasileiro continua investindo e acreditando nas tecnologias transgênicas, especialmente pela possibilidade de redução dos custos de produção e aumento da eficiência operacional. “Este 1º acompanhamento para a safra 13/14 indica aumento significativo no uso desta tecnologia por parte do produtor rural brasileiro”, reforça.

 

Atualmente, existem quatro culturas com aprovações já liberadas de eventos transgênicos no Brasil, porém, somente algodão, milho e soja estão sendo comercializadas. O feijão geneticamente modificado, desenvolvido pela Embrapa, ainda não está disponível ao produtor rural para cultivo. Como explica o CEO da Céleres, aumentos expressivos de produtividade são os principais motivos que levam o produtor rural a adotar culturas geneticamente modificadas.

 

Estes aumentos são observados não só para a cultura do milho, mas também para casos verificados nas culturas da soja e do algodão. “A recente rodada de desvalorização do real ante ao dólar e o seu impacto nos custos de produção são um incentivo a mais para o agricultor buscar tecnologias que possibilitem a redução dos custos”, reforça.

 

Ainda em sua análise, Galvão reforça que os benefícios indiretos também não podem ser ignorados, visto que o agricultor nota melhorias substanciais nos manejos e processos internos dentro da propriedade rural, como facilidade, tranquilidade e rendimento dos manejos relacionados ao controle de pragas, doenças e plantas infestantes, além de outros fatores como melhorias no processo de colheita, na compra de insumos agrícolas, rendimento da mão-de-obra rural, dentre outras atividades.

 

“Esses fatores têm sido decisivos na escolha do produtor rural, no momento da adoção de novas tecnologias, sobretudo das geneticamente modificadas”.

 

Fonte: Diário de Cuiabá Marianna Peres.


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