Coreia vira maior compradora de algodão

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Coreia desbanca China e vira a maior compradora do algodão de MT.

 

As exportações mato-grossenses de algodão recuaram 16% no primeiro semestre deste ano na comparação com o igual período de 2012. Entre janeiro a junho de 2013 foram enviadas 148 mil toneladas, demonstram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

 

“Tínhamos menos oferta e fecharam-se menos negócios de exportações devido a queda de produção”, avalia Elisa Gomes, analista de mercado do Imea. Conforme Elisa Gomes, o estado também sentiu os reflexos do mercado chinês, que reduziu as importações do algodão.

 

O país era o maior comprador em 2012, mas reduziu em 44%, ou 11,2 mil toneladas suas aquisições da pluma, passando a ser a 3ª no ranking. A Coreia do Sul, que era a terceira em 2012, passou a ser o principal destino, com 35,5 mil toneladas até junho.

 

“A Coreia tinha como fornecedor a China. Mas os chineses estão com uma política forte de sustentar os estoques internos. E o Brasil está na pauta dos principais fornecedores do algodão”, destacou Elisa Gomes, referindo-se à inversão do ranking.

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De acordo com a Secex, desde janeiro as exportações estaduais registram recuo. Abriram o ano em 42 mil toneladas, mas em fevereiro reduziram a 31,2 mil toneladas, acumulando novas perdas em março (27,6 mil ton), abril (22,9 mil ton) e maio (17,1 mil ton).

 

 

Outro mercado:

A baixa nas exportações e a colheita sendo realizada em Mato Grosso impactou sobre o mercado interno, como lembra a analista do Instituto. Entre outras coisas, deve modificar o cenário de preços.

 

“Há uma tendência de queda nos preços, visto que a demanda da indústria está mais fraca. Ela está comprando lotes pequenos, para o consumo imediato. Essa falta de procura pela pluma tem forçado os preços para baixo”, mensurou Elisa Gomes.

 

Entre segunda e sexta-feira da semana passada o preço médio da arroba do algodão pago ao produtor acumulou perda de quase 1%, fechando a R$ 66.

 

“A indústria vai precisar comprar para refazer os estoques para a próxima coleção. Entre agosto e setembro podemos ver uma reação nos preços”, prospectou a especialista.

 

Fonte: Agrodebate.


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