Colheita do milho atinge 13% da área em MT

A colheita da safra de milho avança em Mato Grosso e já atinge 13% dos pouco mais de 3 milhões hectares cultivados. No entanto, no último boletim de acompanhamento o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que a extensão por onde as colheitadeiras passaram, está 14,4% abaixo em relação ao mesmo período do ano passado. Cerca de 3 milhões de toneladas do grão foram colhidas, com produtividade parcial de 123 sacas por hectare.

 

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O Imea aponta que nesta colheita, os destaques estão sendo os municípios de Lucas do Rio Verde e Sorriso, que apresentam-se mais adiantados nas atividades, com 25% e 18%, respectivamente já colhidos. Já os municípios das regiões Noroeste e Norte apresentam médias abaixo dos 7% de suas respectivas áreas. Em relação aos preços, o instituto destaca que o grande volume do milho que entra no mercado interno pressiona os valores, “que continuam a cair, acompanhando a tendência para o momento”.

 

Adquedas nas cotações do cereal acumularam perda semanal de 7%, preocupando produtores, haja vista que o preço do milho está R$ 3/sc abaixo do praticado no mesmo momento do ano passado. “Para as próximas semanas, com a tendência de alta na oferta do milho e déficit de armazenagem, a situação deve se agravar, fazendo com que o preço caia ainda mais”.

 

No mercado interno, com a colheita de milho safrinha a todo vapor os preços do cereal em Mato Grosso continuam a cair. O Imea aponta que “na última semana, as cotações acumularam queda semanal de 7%, encerrando a semana anterior com o milho cotado a R$ 13,25/sc e esta a R$ 12,30/sc. No espaço do mesmo período da colheita na safra 2011/12 e da safra atual, observa-se a queda de 14% nos preços do milho em todo o Estado, devido à alta oferta do grão. Conforme o instituto, “a média dos preços no Estado em junho de 2012 foi de R$ 14,79/sc, neste ano as cotações giram abaixo dos R$ 13,00/SC”.

 

“Como os produtores ainda entregam volumes de milho de contratos antecipados, o ritmo da comercialização segue lento. No mês que entra estima-se que os preços continuem com a mesma tendência, visto que a grande oferta do produto no mercado continuará pressionando as cotações”.

 

Fonte: Agronotícias

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