Boi, suíno e frango: comportamento de preços

Ao completarem-se, hoje, os cinco primeiros meses de 2013, constata-se que os preços pagos no interior de São Paulo aos produtores de boi, suíno e frango vêm apresentando comportamentos bem distintos à medida em que o exercício avança. E o resultado mais decepcionante é o do frango, cujo desempenho sepulta de vez a antiga interpretação de que “o frango caminha no rabo do boi”. Porém, mesmo assim, ninguém ganhou da inflação.

 

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Dependentes, ambos, do milho, o frango e o suíno tiveram comportamento muito similar durante boa parte desses cinco meses. Mas, a partir de meados de maio corrente, os preços do suíno começaram a reverter a situação observada desde janeiro. Com isso, ainda que tenham sofrido desvalorização de mais de 30%, fecham o quinto mês do ano com um preço médio 17,52% inferior ao do início de 2013.

 

Comparativamente a avicultores e suinocultores, o pecuarista de corte teve melhor sorte. Pois, além de não sofrer a desvalorização típica de todo período de safra (processo que, normalmente, se estende por todo o primeiro semestre do ano), o boi permanece até agora com, praticamente, o mesmo preço de abertura do ano, com um ganho nominal de 1,03%, ou seja, inferior à inflação que se acumulou nesses cinco meses.

 

Quanto ao frango, não há muito a acrescentar em relação a tudo que vem sendo dito já há algum tempo. Permaneceu com o preço de referência estável durante todo o mês de maio, mas continua operando em mercado fraco e encerra maio com uma desvalorização de 40% em relação ao preço inicial do corrente exercício.

Essa desvalorização é justificável, em parte, pelo recuo contínuo dos preços do milho. Mas como não é só com milho que se faz um frango – e os demais custos têm evoluído continuamente – a cotação ora alcançada deixa, novamente, de remunerar adequadamente o produtor.

 

Nesse processo, o único aspecto alentador é o de que, provavelmente, os preços registrados em maio correspondam ao “fundo do poço”. Mesmo assim, não há sinais de uma reversão imediata. Ou seja: até mesmo a próxima chegada dos salários ao mercado (primeira semana de junho) corre o risco de passar em brancas nuvens para o frango.

 

Fonte: Avisite

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