O número de fêmeas em cobertura aumenta a cada ano no Brasil, e perdas gestacionais são observadas. Quando essas ocorrem no momento do parto, podem levar à morte do potro e da égua, bem como causar graves prejuízos econômicos. Os potros recém-nascidos, também chamados de neonatos, são frágeis e susceptíveis às doenças. Salvar a vida de um potro, na maioria das vezes, pode ser uma questão de horas. Veja abaixo os principais métodos descritos na literatura para prever o parto na égua, apresentando as vantagens e desvantagens de cada um. Alguns fatores podem interferir na previsão do parto da égua, como extenso período gestacional, fase de expulsão muito rápida e maior ocorrência dos partos em períodos noturnos. Portanto, há a necessidade de se prever o início do parto para que se possa fazer o acompanhamento e interferir, se necessário, o mais rápido possível, em casos de distocia, retenção de placenta e deficiente ingestão de colostro pelo potro.
Por meio do monitoramento do parto é possível observar o quanto antes problemas como consistência das fezes, grau de hidratação, nistagmo (doenças nos olhos do animal), se está deglutindo o leite, se há refluxo, se urina normalmente, se os cascos estão bem formados. Além de avaliar a égua, identificar se houve sinais de traumatismo na vagina, se ela está emitindo algum sinal de dor, se foi machucada internamente. O monitoramento também garante que mãe e filhote estejam em local ideal de nascimento, evitando cercas, barrancos, sujeira, lama, pois nem sempre as éguas livres em pastos estão em ambientes controlados e adequados, como cocheiras maternidades.
Formas de previsão do parto nas éguas / Alterações de glândula mamária e teto
Normalmente a glândula mamária aumenta entre quatro a seis semanas antes do parto;
Os tetos se enchem de colostro dois a 14 dias antes do parto, o qual pode drenar pelo teto e ressecar, formando uma cera na ponta desse teto. Isto pode ocorrer de seis a 48 horas antes do parto.
Por ser apenas uma observação que não implica nenhum custo, é uma medida muito utilizada, na rotina da clínica de hospitais e de haras, com os partos ocorrendo geralmente em até 48h após a visualização. Porém, sempre se deve relacionar a cera do teto com a idade gestacional e o comportamento da fêmea no pré-parto.
Nem sempre ocorre formação de cera na ponta do teto
Entretanto, nem sempre isso deve ser considerado fator absoluto na previsão do momento do parto. É necessário associar as diversas alterações físicas que a parturiente apresentar, como o enchimento da glândula mamária e dos tetos, para se obter uma melhor previsão do início do parto. De acordo com Chavatte (1997), nos últimos dias de gestação, após os tetos serem ordenhados,estes liberam uma secreção aquosa de coloração cinza, e quanto mais perto do parto, a secreção mamária se torna mais branca e menos fluida.
Autor: A.B. Silva, R.A. Oliveira1.
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