Melhoramento Genético das Aves – Raças de Frango de Cor
MELHORAMENTO GENETICO DAS AVES
A avicultura é a atividade da agropecuária que apresentou os maiores índices de evolução nas ultimas décadas. Os pilares do desenvolvimento avícola estão assentados na utilização de genética avançada, modernas técnicas de manejo, sanidade, alimentação e instalações compatíveis com as exigências altamente competitivas dos mercados produtivo industrial e consumidor. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de frangos, com cerca de 4 milhões de toneladas/ano; é o quarto maior exportador de carne de frango, com aproximadamente, 430 mil toneladas/ano; é o sétimo maior produtor mundial de ovos, com 14,9 bilhões/ano. Nos últimos 15 anos, a produção brasileira de frangos tem evoluído à taxa média de 10% ao ano e o consumo per capita cresce em proporção semelhante. Qualidade, competitividade e eficiência tem assegurado ao setor avícola patamares de produção e produtividade que se nivelam aos do primeiro mundo.
Em 1974, um reprodutor atingia 1,495 Kg de peso médio aos 56 dias de idade. Em 1984, a idade ao abate caiu para 45 dias e o peso médio subiu para 2045 Kg. Atualmente, o peso de um reprodutor alcança 2,0 Kg em 35 dias. Em 1974; 45,5 g/dia em 1984 e 57 g/dia em 94.
Não resta duvida de que o melhoramento genético das aves contribuiu, de forma expressiva, para o progresso alcançado.
Toda essa evolução é produto de importação de material genético básico e de pacotes tecnológicos. O Brasil, em geral multiplica as matrizes e produz pintos de um dia ou ovos.
O esforço da pesquisa brasileira na busca de redução, ou até da independência genética, não é recente. Mais recentemente, outras instituições públicas estão envolvidas em pesquisas nas áreas de avicultura de corte e postura, como o Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves (CNPSA), a Escola Superior da Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba; as Universidades Federais de Ciçosa, MG, e Santa Maria, RS. As dificuldades econômicas do país sempre crônicas, além dos baixos investimentos em ciência e tecnologia, têm retardado a evolução das pesquisas e a obtenção de resultados projetados como metas.
GARGALOS DA AVICULTURA NO BRASIL
Reconhece-se que a avicultura brasileira é uma atividade econômica moderna e altamente competitiva em termos internacionais. A despeito de toda essa pujança, a atividade é quase que inteiramente dependente da importação de material genético de outros países, principalmente dos EUA, França; Inglaterra, Alemanha e Holanda. No caso de frangos de corte mais de 80% da produção comercial é feita com material genético de apenas cinco empresas de melhoramento genético (Torres, 1998). É baseada em linhagens importadas como Hubbard, Peterson, Arbor Acres, Cobb Farms (todas americanas), Indian River (européia), Shaver (canadense), Isa, MPK (franco-americana) e Hybro (holandesa). Na área da postura, a dependência atinge a 100% e está representada, além das linhagens mencionadas anteriormente, pelas linhagens Hy-Line, Babcock (americanas), Lohmann e Hysex (holandesas) segundo relato de Salle et al. (1998). Segundo estes autores, esta situação de dependência representava o grande gargalo ou “calcanhar de Aquiles” do setor, não só pelo dispêndio de divisas, mas sobretudo por colocar a produção brasileira submissa a fornecedor es externos.
Com a globalização e intensificação do comercio internacional, o maior risco para a avicultura pode estar relacionado com a introdução de novas doenças ou surtos da já existentes em nosso país. Portanto, um rígido programa profilático-sanitário é decisão inadiável, bem como da necessidade do Brasil desenvolver suas próprias linhagens produtoras de frangos e ovos. O Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves (CNPSA) vem trabalhando nesta direção ao conceber um programa de pesquisa e desenvolvimento de linhagens nacionais de aves para corte e para postura de ovos brancos…

