melhoramento genético em suínos

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Melhoramento Genético de Suínos

Paulo Sávio Lopes1

1 Professor do Departamento de Zootecnia, UFV, Viçosa, MG, CEP: 36571-0. E.mail: plopes@ufv.br. Material Didático da Disciplina ZOO 461 – Melhoramento Animal Aplicado. UFV. 2004.

1. Introdução A carne suína é a mais consumida no mundo, visto que representa, de acordo com

BLACK (2000), cerca de 39% de toda carne consumida. O consumo per capita passou de 10 kg/hab/ano, em 1970, para 14,3 kg/hab/ano, em 1998. No Brasil, ela ocupa a terceira posição, já que cerca de 13 a 14% da carne consumida no país é suína; 48 a 50%, bovina; e

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34 a 36%, de aves, o que indica o potencial de mercado que esse produto tem para crescer. Segundo ABCS (2004), em 2003, o Brasil exportou 491.487 toneladas de carne suína, o que representou 12,3% do mercado mundial. As exportações em todo o mundo totalizaram 3.991 mil toneladas, sendo que o Brasil ficou em quarto lugar, atrás somente da União

Européia, do Canadá e dos Estados Unidos.

No Brasil, o melhoramento genético de suínos iniciou-se na década de 70, com a importação de animais da Europa e da América do Norte. Foram construídas, naquela época, as Estações de Testes de Reprodutores Suínos (ETRS) pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). O principal objetivo das ETRS era realizar o teste de desempenho dos suínos, que consistia na avaliação de machos, provindos das granjas de criadores de raça pura, quanto às características ganho de peso diário e conversão alimentar individual, dos 30 aos 100 kg, e espessura de toucinho, aos 100 kg de peso vivo. Após o encerramento dos testes, os melhores animais retornavam às granjas de origem ou eram comercializados pelos criadores ou destinavam-se às Centrais de Inseminação Artificial da

ABCS. O grande problema era o pequena capacidade de teste dessas ETRS, o que resultava em pequena intensidade de seleção e, conseqüentemente, em baixo ganho genético. Outro problema era a questão sanitária, visto que se reuniam em uma mesma ETRS animais provenientes de diversas granjas, com diferentes status sanitário, o que colocava em dúvida a qualidade sanitária dos animais ao final do teste (CATALAN, 1986, e LOPES et al.,

1998). A partir da década de 80, as ETRS tornaram-se obsoletas e passou-se a dar mais ênfase ao Teste de Granja (TG), que consistia na avaliação de machos e fêmeas, no próprio rebanho em que nasciam, no que se refere às características ganho de peso diário, do nascimento aos 154 dias de idade, e espessura de toucinho, aos 154 dias de idade. Nessa mesma época, grandes empresas, como Sadia e Seara, Cooperativas (Coopercentral) e

Companhias de Melhoramento (Agroceres PIC) passaram a dominar o mercado de comercialização de reprodutores suínos, e os criadores independentes praticamente encerraram a atividade ou passaram a ser multiplicadores ou produtores comerciais de suínos. Com isso, diversas adaptações foram feitas aos testes ETRS e TG; alguns programas de melhoramento passaram a adotar o teste ETRS original apenas para machos e o teste de granja para fêmeas; outros começaram a trabalhar com outras características, como, por exemplo, idade para se atingir 100 kg de peso vivo; e alguns passaram a fazer o ETRS apenas nas linhagens paternas (linhas macho). As próprias idades e pesos, para os testes ETRS e TG, ficaram bastante flexíveis, ou seja, para o ETRS, o início passou a ser dos 20 aos 25 ou dos 25 aos 30 kg e o final, dos 85 aos 90 ou dos 90 aos 100 kg; e para o TG, o final passou a ser dos 147 aos 154 ou dos 140 aos 150 dias de idade.

Com os avanços genéticos obtidos nessas características, nas duas primeiras décadas, outras características passaram a ser consideradas nos programas de melhoramento. Em alguns destes programas, passou-se a acompanhar o abate dos animais e a medir características de carcaça e, conseqüentemente, utilizá-las no processo de seleção, mediante o desenvolvimento de linhas especializadas em rendimento de carne na carcaça.

Passou-se, ainda, a dar ênfase às características de leitegada, principalmente tamanho de leitegada, abandonando o velho jargão de que não compensava fazer seleção com base nessas características, em razão de suas baixas herdabilidades. Mais recentemente, algumas empresas de melhoramento passaram a utilizar as características de qualidade da carne em seus programas de melhoramento genético, e a perspectiva é de que as características de resistência à doença sejam o próximo alvo. Há de se ressaltar que, com o advento das técnicas moleculares, houve grande impulso nos programas de melhoramento genético de suínos, visto que, com a utilização de marcadores moleculares, pode-se avaliar determinado animal mais cedo, não sendo necessário, por exemplo, que o indivíduo chegue à idade adulta para se obter seu dado fenotípico. Outra vantagem é para as características, cujos valores fenotípicos só podem ser obtidos em um dos sexos ou quando há necessidade de abate dos animais. Com a utilização de marcadores moleculares, podem-se obter as informações sobre determinadas características, como, por exemplo, taxa de ovulação, tamanho da leitegada, produção de leite, composição de carcaça ou qualidade da carne, em todos os indivíduos candidatos à seleção.

2. Objetivos

Um programa de melhoramento genético objetiva buscar animais com maior potencial genético em determinadas características, compatíveis com o interesse do mercado, e prever futuras exigências com o produto por parte do mercado consumidor. No caso do melhoramento genético de suínos, o mercado pode ser classificado em produtor, processador e consumidor. Para o produtor, as características desejáveis são taxa de crescimento, eficiência alimentar e número de suínos comercializados por porca, por ano; para o mercado processador (frigoríficos ou empresas de alimentos), quantidade de carne na carcaça e qualidade da carne (no caso de embutidos, defumados, etc.); e para o mercado consumidor, qualidade da carne (in natura, processada, defumada, etc.). Prever qual será a exigência futura do mercado consumidor é, talvez, o mais difícil objetivo de um programa de melhoramento, visto que, no caso de suínos, o tempo necessário para que o melhoramento genético obtido no rebanho núcleo alcance o rebanho comercial (defasagem genética) é de, aproximadamente, seis a sete anos e, conseqüentemente, no mercado consumidor, de sete a oito anos.

3. Estrutura e fluxo de animais

A estrutura de um programa de melhoramento genético de suínos é baseada numa pirâmide organizacional composta pelos rebanhos Núcleo, Multiplicador e Comercial

(LOPES et al., 1998). O rebanho núcleo é composto de raças puras ou linhagens sintéticas. Nesse estrato há alta intensidade de seleção, com vistas a maximizar o progresso genético. Os melhores indivíduos são selecionados para reposição do próprio rebanho; parte dos demais indivíduos é utilizada na reposição do rebanho multiplicador ou na comercialização, e o restante é destinado ao abate. O rebanho multiplicador recebe raças puras ou linhagens sintéticas do rebanho núcleo, e faz-se o cruzamento entre essas raças ou linhagens para produção de animais F1 ou híbridos. Além de aproveitar a complementação de raças ou linhagens pela prática do cruzamento, esse rebanho tem a finalidade de produzir fêmeas e machos híbridos, e os melhores animais são utilizados na reposição do rebanho comercial. O rebanho comercial utiliza o material proveniente do rebanho núcleo e, ou, do rebanho multiplicador, dependendo do sistema de cruzamento adotado, para produção de suínos híbridos que são destinados ao abate. O fluxo de animais do rebanho núcleo (N) para o multiplicador (M) e para o comercial (C), e do multiplicador para o comercial, é feito de acordo com o diagrama da Figura 1.

a) Figura 1.a – Consiste na transferência de machos do rebanho núcleo diretamente para o comercial. Não existe rebanho multiplicador, e a reposição do comercial é feita com fêmeas do próprio plantel. É utilizado no sistema de cruzamento alternado e tem a desvantagem de não aproveitar o potencial genético de fêmeas F1, provenientes do rebanho multiplicador, e o máximo de vigor híbrido obtido pelo uso de fêmeas F1. b) Figura 1.b – Consiste na transferência de machos e fêmeas do rebanho núcleo para o multiplicador e de apenas fêmeas deste para o comercial. Nesse caso, a reposição de fêmeas do comercial é também feita com leitoas do próprio plantel. Este modelo apresenta maior defasagem ou atraso genético entre o rebanho núcleo e o comercial, em razão do longo tempo necessário para que o melhoramento genético obtido no rebanho núcleo alcance o comercial.

c) Figura 1.c – Consiste na transferência de machos e fêmeas do rebanho núcleo para o multiplicador, e deste para o comercial. Permite a máxima exploração da heterose no rebanho comercial, ou seja, aproveitam-se as heteroses individual, materna e paterna, já que envolve o cruzamento duplo entre quatro raças ou linhagens.

d) Figura 1.d – Consiste na transferência de machos e fêmeas do rebanho núcleo para o multiplicador, de machos do núcleo para o comercial e de fêmeas do multiplicador para o comercial. Este modelo apresenta menor defasagem ou atraso genético entre o rebanho núcleo e o comercial, uma vez que envolve o cruzamento triplo com a obtenção do tricross.

(1.a) (1.b) (1.c) (1.d)

5 Figura 1 – Modelos de fluxo de animais entre os estratos

3. Características de importância econômica

Na escolha das características que serão utilizadas nos programas de melhoramento genético de suínos, devem-se levar em conta os objetivos do programa, os valores econômicos e os parâmetros genéticos das características, assim como a possibilidade e a facilidade de obtenção dos seus valores fenotípicos.

Características de Desempenho Existem dois esquemas de testes normalmente utilizados nas características de desempenho, denominados testes de granja e ETRS. No teste de granja, são avaliados o ganho de peso diário, do nascimento até as 20-2 semanas de idade, e a espessura de toucinho, ao final do teste (corrigida para 90 ou 100 kg de peso vivo). No teste denominado

ETRS (Estações de Teste de Reprodutores Suínos), são avaliados o ganho de peso diário e a conversão alimentar, dos 20 a 30 kg até os 90 a 100 kg de peso vivo, e a espessura de toucinho, ao final do teste (corrigida para 90 ou 100 kg de peso vivo).

O ganho de peso diário ou a idade para se atingir o peso de abate são as características mais comuns para se avaliar a taxa de crescimento dos suínos, pois são de fácil medição e possuem herdabilidade média. O ganho de peso diário pode ser obtido a partir do nascimento até as 20-2 semanas de idade (teste de granja), ou dos 20 a 30 aos 90 a 100 kg de peso vivo (teste ETRS). Apesar de esta ser a característica mais utilizada nos programas de melhoramento, para se avaliar a taxa de crescimento, a idade para se atingir o peso de abate, quantifica melhor o desempenho do animal do nascimento ao abate. O consumo diário de ração é uma característica de grande importância econômica, haja vista que 70 a 80% do custo de produção de suínos é atribuído à alimentação dos animais. Um dos aspectos a serem considerados no consumo de alimentos é o manejo da alimentação, ou seja, fornecer o alimento à vontade (ad libitum) ou restringi-lo. Na alimentação à vontade, o aumento na taxa de crescimento é resultado do aumento no consumo de alimento, enquanto na alimentação restrita o aumento na taxa de crescimento é devido ao aumento na eficiência alimentar. Assim, na alimentação à vontade, maiores ganhos de peso são ocasionados por maiores consumos e, na restrita, por maior eficiência no uso de cada unidade de alimento consumido (McPhee et al., 1988, citados por LOPES et al., 1998).

Na alimentação restrita, as correlações genéticas entre ganho de peso diário, conversão alimentar e conteúdo de carne na carcaça são favoráveis, ou seja, animais com maior eficiência alimentar têm maior taxa de crescimento e mais alto conteúdo de carne na carcaça. Em contrapartida, com a alimentação à vontade, as correlações genéticas entre taxa de crescimento e eficiência alimentar são mais fracas, e as entre ganho de peso diário e espessura de toucinho tornam-se positivas, ou seja, animais com maior taxa de crescimento apresentam maior conteúdo de gordura na carcaça.

Características Reprodutivas

LOPES et al. (1998) afirmaram que a maioria dos melhoristas ainda tem dúvida a respeito da inclusão de características reprodutivas em melhoramento de suínos, em razão de suas baixas herdabilidades e de sua expressão ser limitada a animais adultos. Atualmente, esses argumentos não são suficientes para se deixar de selecionar animais para características reprodutivas; primeiro, em razão da importância econômica do tamanho de leitegada, que, apesar das baixas herdabilidades, um baixo ganho esperado por seleção seria compensador; segundo, porque, a partir da década de 90, o melhoramento genético para as características de desempenho e de carcaça atingiram níveis próximos aos desejados, o que passou a compensar os menores ganhos genéticos efetivos em tamanho de leitegada.

Os métodos de seleção de características múltiplas com base no melhor preditor linear não-viesado (BLUP), por exemplo, são recomendados na seleção de características reprodutivas, em razão de serem mais eficientes em características de baixa herdabilidade, que usam a informação completa de família por meio da matriz de parentesco.

Outra opção para as características de leitegada seria o desenvolvimento de linhagens hiperprolíficas, que consiste em selecionar machos e fêmeas com alta prolificidade e acasalá-los com fêmeas e machos também de alta prolificidade, não apenas em um parto ou leitegada, mas em uma sucessão deles, e usar, por exemplo, informação sobre três ou mais leitegadas de um grande universo de fêmeas disponíveis para seleção, incluindo granjas núcleo e multiplicador. As técnicas moleculares, associadas aos métodos clássicos de seleção, são também alternativas para o melhoramento genético de características reprodutivas. A partir da identificação de genes ou QTLs (locos de características quantitativas) para taxa de ovulação ou tamanho de leitegada, poder-se-iam incluir essas informações na seleção assistida por marcadores moleculares (SILVA et al., 2003a).

Características de carcaça

A característica mais utilizada na avaliação da carcaça do animal é a espessura de toucinho, cujos aspectos importantes são a possibilidade de sua medição no animal vivo e sua favorável correlação com a maioria das características de carcaça (LOPES et al., 1998). Em razão do atual estilo de vida sedentário da população, que passou a ter maiores exigências com a carne magra, a partir dos anos 90 os programas de melhoramento genético de suínos passaram a dar grande ênfase na redução da espessura de toucinho. Em 1990, a média de espessura de toucinho dos animais puros (granjas núcleo) estava em torno de 20 m e, a partir de 2002, passou para menos de 10 m (ABCS, 2000 e 2003). Além da seleção, outro fator que contribuiu para a queda na espessura de toucinho dos animais de abate (rebanho comercial) foi a introdução da raça Pietrain, em detrimento da Duroc. Em 1995, foram registrados no PBB (Pig Book Brasileiro) 6.533 suínos da raça Duroc e 638 da raça Pietrain, enquanto em 2003 foram registrados 1.861 suínos da raça

Duroc e 4.173 da raça Pietrain (ABCS, 2003). Outras características de carcaça (rendimento de carne na carcaça, rendimento de cortes nobres (pernil+lombo+paleta+filezinho), área de olho de lombo, etc.), obtidas de parentes, principalmente meios-irmãos e irmãos completos, podem ser consideradas nos programas de seleção para características de carcaça.

Características de qualidade da carne

Segundo BENEVENUTO JÚNIOR (2001), não há uma definição simples de qualidade da carne usada atualmente pela indústria suína. Qualidade da carne pode ser considerada uma combinação de medidas objetivas e subjetivas. Os aspectos objetivos incluem pH, capacidade de retenção de água e gordura intramuscular, e os subjetivos cor, maciez, suculência, aparência da carne, resistência à mastigação, sabor e aroma.

Quando se trata da qualidade da carne, é importante ressaltar se a carne será para consumo in natura ou para processamento industrial. No consumo in natura, os aspectos visuais e a gordura intramuscular são mais importantes para melhor aceitação do consumidor, enquanto no processamento os aspectos ligados ao rendimento industrial, como capacidade de retenção de água, são mais importantes.

BENEVENUTO JÚNIOR (2001), ao comparar animais comerciais (Landrace x Large White x Pietrain) com animais da raça nativa Piau, verificou que os comerciais apresentaram rendimento, em cortes nobres, de 8,29% superior ao dos nativos e perda de peso total da carne (gotejamento + cozimento) 10,81% maior que os nativos, ou seja, os animais comerciais foram melhores em características de rendimento de carcaça e os nativos foram superiores em características de qualidade da carne. Esse autor concluiu que o ganho em rendimento de carcaças, obtido pelas empresas de melhoramento de suínos, tem levado à perda na qualidade da carne no rendimento industrial.

Conforme mencionado anteriormente, a introdução da raça Pietrain, em detrimento da Duroc, contribuiu para diminuir a espessura de toucinho dos animais de abate (rebanho comercial). Como a raça Duroc apresenta melhor qualidade de carne do que as demais (Gerbens et al., 1998, citados por SILVA et al., 2003b ), especialmente a Pietrain, espera-se que, nos próximos anos, ocorra o inverso, ou seja, aumento da composição genética do

Duroc e diminuição do Pietrain nos suínos de abate, com vistas à melhoria na qualidade da carne.

4. Parâmetros genéticos

A herdabilidade é a precisão por meio da qual o valor fenotípico representa o valor genético do indivíduo. A herdabilidade pode variar de 0,0 a 1,0 ou de 0 a 10%. Quando a herdabilidade for de 0,0 a 0,20, é considerada baixa; de 0,20 a 0,40, média; e acima de 0,40, alta. Valores baixos significam que grande parte da variação da característica é devida às diferenças ambientais entre os indivíduos, enquanto valores altos implicam que diferenças genéticas entre indivíduos são responsáveis pela variação da característica avaliada. Quando alta, significa também que é alta a correlação entre o valor genético e o valor fenotípico do animal; portanto, o valor fenotípico constitui boa indicação do valor genético do animal (LOPES et al., 2004). De modo geral, as características reprodutivas apresentam baixas herdabilidades; as de desempenho, médias; e as de carcaça, altas. Como o ganho genético (GD) é função direta da herdabilidade (2h) e do diferencial de seleção (SD), ou seja, ShG2DD=, as características reprodutivas apresentam menores respostas a seleção; as de desempenho, intermediárias; e as de carcaça, maiores. As estimativas de herdabilidade para tamanho e peso de leitegada ao nascer e aos 21 dias de idade, encontradas na literatura, têm variado de 0,01 a 0,24 (ALVES, 1986; PIRES et al., 2000; e TORRES FILHO, 2001).

Para ganho de peso diário, as estimativas de herdabilidade têm variado de 0,13 a

0,40 (COSTA et al., 2001, PITA e ALBUQUERQUE, 2001; ROSO et al., 1995; SILVA et al., 1992; TORRES FILHO, 2001 e TORRES JÚNIOR. et al., 1998), enquanto para conversão alimentar, de 0,19 a 0,42, conforme ROSO et al. (1995), SILVA et al. (1992), TORRES FILHO (2001) e TORRES JÚNIOR et al. (1998).

Para espessura de toucinho, estimativas de 0,1 a 0,62 foram encontradas por

ALMEIDA NETO et al. (1993), COSTA et al. (2001), ROSO et al. (1995), SILVA et al. (1992), TORRES FILHO (2001) e TORRES JÚNIOR et al. (1998), enquanto para área de olho de lombo, de 0,23 a 0,96, segundo ALMEIDA NETO et al. (1993), ROSO et al. (1995) e SILVA et al. (1992).

As correlações genéticas entre peso da leitegada e tamanho da leitegada, e entre peso da leitegada e peso individual do leitão, são positivas (ALVES, 1986; PIRES et al.,

2000; e TORRES FILHO, 2001), enquanto entre tamanho da leitegada e peso individual do leitão, negativas (Fedalto, 1979 e Upnmoor, 1984, citados por LOPES et al., 1998). A correlação genética entre ganho de peso diário e conversão alimentar é negativa

(ROSO et al., 1995; SILVA et al., 1992 e TORRES FILHO, 2001), o que é favorável à seleção, pois, no melhoramento genético de suínos, objetivam-se menores conversões alimentares e maiores ganho de peso.


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