Vale a pena investir na nutrição continuada
Nos últimos cinco anos, um bem-sucedido programa de suplementação ¬- que se inicia no período de aleitamento dos bezerros, avança na fase de recria a pasto e se encerra no confinamento – reduziu a idade de abate de machos Nelore de 37 para 26 meses e de cruzados Angus x Nelore de 27 para 21 meses, aumentou o ganho de peso e o rendimento de carcaça dos dois tipos e, de quebra, melhorou a taxa de fertilidade do rebanho, além de reduzir o intervalo entrepartos das fêmeas.
O resultado foi conseguido pela Fazenda Goianésia, propriedade de 4.800 ha situada no município de Santa Fé de Goiás, região oeste do Estado, e que pertence ao empresário Manoel Vaz Teodoro, de 80 anos. Responsável pela implantação do programa de suplementação continuada do nascimento à terminação no confinamento, o médico veterinário Cairo Caixeta explica que o objetivo foi eliminar os gargalos que provocavam oscilações grandes no ganho de peso do animal entre o nascimento e o abate e provocadas por deficiência nutricional em alguma etapa do desenvolvimento dos bovinos.
“O programa de suplementação continuada mostra que qualquer restrição alimentar afeta o desenvolvimento do animal e prolonga o seu ciclo de produção”, observa. Os números comprovam que o investimento para eliminar esse gargalo é baixo. Ante um custo de R$ 107,50 por cabeça gasta com a suplementação nas fases de cria e recria, o resultado foi um ganho médio de 2,5@ de peso vivo, o que, a R$ 98,00@ na praça de Goiânia, representa R$ 245,00 de ganho ou R$ 137,50 de lucro líquido por cabeça.Leia a reportagem completa na edição 398 de DBO.
Fonte: Portal DBO.
