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Plantio de Arroz e Feijão de qualidade

Embrapa disponibiliza sementes de arroz e feijão para um plantio de qualidade.

 

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Com a aproximação do momento de plantio do arroz e do feijão, os produtores de todo o país iniciam suas buscas pela semente ideal, visando atingir resultados satisfatórios em produtividade. Para ambas as culturas, o escritório de Goiânia da Embrapa Produtos e Mercado (SPM) tem disponíveis as mais avançadas sementes, desenvolvidas pelos pesquisadores da equipe de melhoramento . Dentre as cultivares desenvolvidas por seus pesquisadores, que estão disponíveis , a Embrapa faz duas sugestões como opções de sementes de arroz, BRS Sertaneja e BRS Esmeralda, e duas para o feijão, BRS Pérola e BRS Estilo.

 

Segundo o primeiro levantamento da safra de grãos 2013/2014, produzido pela Conab em outubro deste ano, as estimativas de áreas plantadas com arroz e feijão no Brasil são de 2,40 milhões de hectares e 3,15 milhões de hectares, respectivamente. Estes dados estão sujeitos a modificações, considerando que boa parte desta área ainda não foi plantada.

 

Arroz

A BRS Sertaneja é uma cultivar de Arroz de Terras Altas, com plantas vigorosas, porte médio e moderadamente perfilhadora, apresenta resistência moderada a Mancha de Grãos e Mancha Parda. Há sete anos no mercado, tem suas qualidades bem conhecidas pelos produtores de Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins, estados aos quais se destina. Já a BRS Esmeralda, lançada em 2013 pela Embrapa Arroz e Feijão e parceiros, também para Terras Altas, tem características que a destacam dentre as existentes no mercado, tendo sido aprovada e considerada um sucesso em recente pesquisa realizada pela Unidade junto aos produtores de sementes certificados pela Empresa.

 

A cultivar agrupa as mais avançadas tecnologias presentes no mercado no momento. Entre as particularidades que a distinguem estão: excelente Stay Green; porte ereto, mesmo com os cachos cheios e pesados; e resistência moderada à Brusone. A produtividade média é de 4,05 t/ha, tendo chegado até a 4,80 t/ha, segundo produtor entrevistado; e o potencial produtivo atinge 7,52 t/ha. A pesquisa apontou outro ponto forte da BRS Esmeralda: a maleabilidade do ciclo que, em função do Stay Green, permitiu tempo maior de espera no campo, com um atraso apresentado na colheita. E a BRS Esmeralda teve, ainda, mais uma qualidade positiva a se ressaltar: a grande tolerância ao estresse hídrico, comprovada em um dos casos relatados, passando por um veranico de 18 dias sem murchar ou atrasar o ciclo.

 

Feijão

A cultivar de feijão BRS Pérola é referência em qualidade de grãos do grupo carioca no Brasil e a mais adotada pelos produtores do país. Possui ciclo normal (85 a 95 dias), porte semiereto, com potencial produtivo de 3,90 t/ha. A cultivar apresenta resistência ao Mosaico Comum, com intermediária resistência à Mancha Angular e ao Fusarium. Na 1ª safra, a BRS Pérola é indicada para os produtores de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Na 2ª safra, para o Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Já na 3ª safra, indica-se para o Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.

 

A outra cultivar sugerida pela Embrapa é a BRS Estilo, também do grupo carioca. Apresenta arquitetura de planta ereta, adaptada à colheita mecânica direta, alto potencial produtivo e estabilidade de produção. Possui, ainda, grãos mais claros do que os da cultivar Pérola, mas com tamanho semelhante, e com excelentes qualidades comerciais. Com ciclo normal (85 a 95 dias) e potencial produtivo de 4,01 t/ha, a BRS Estilo é resistente ao Mosaico Comum e moderadamente resistente à Antracnose e à Ferrugem. Na 1ª safra, é indicada para produtores do Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Na 2ª safra, para o Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e Santa Catarina. Na 3ª safra, é indicada para o Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

 

Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura.

Equipe Agron

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