Trata-se do primeiro ano da semente Intacta em lavouras comerciais brasileiras.
Cândido Mota (SP) – O plantio de soja avança rapidamente no Sul de São Paulo — principal região produtora de grãos do estado — e mostra que essa é uma safra de expansão e de testes tecnológicos. Nos primeiros 800 quilômetros de estrada percorridos na região, a Expedição Safra Gazeta do Povo conferiu que boa parte dos produtores está encerrando a semeadura.
O diferencial desta temporada, para eles, são ajustes no manejo, para o combate de pragas como a Helicoverpa armigera, e o uso da semente de soja Intacta RR2, que promete eliminar a maior parte dos insetos, em áreas de teste. Trata-se do primeiro ano da semente Intacta em lavouras comerciais brasileiras. Ao contrário do que muitos imaginavam, a alternativa está chegando devagar ao campo.
Mesmo tento sido atacadas por lagartas no ano passado, as lavouras de São Paulo usam a nova soja em lotes para verificação. Nas duas últimas safras, a detentora da tecnologia, a Monsanto, autorizou que 1,5 mil agricultores plantassem a semente de forma monitorada. O diagnóstico dados pelos produtores é de que o clima está sendo favorável à produção. Em cidades como Cândido Mota, a meta é atingir índices de produtividade de 3,3 mil quilos de soja por hectare, aponta João Motta, presidente do Sindicato Rural do município. São 55 sacas por hectare — 3,5 a mais do que a média nacional.
O índice foi atingido nas fazendas mais produtivas de São Paulo na última safra. A Intacta RR2, por enquanto, ocupa áreas pequenas, onde os produtores vão medir vantagens econômicas. “Nós plantamos 12 hectares. Aqui na região todo mundo está testando [a nova soja]”, disse o produtor Paulo Oliveira Rocha Filho, que cultiva 150 hectares da oleaginosa e 50 hectares de cana junto com seus irmãos.
Os testes também se estendem a lavouras do Paraná, onde a Expedição Safra iniciou as atividades na tarde desta terça-feira (29). Em Rolândia (Norte), o agricultor Matias Knoor vai utilizar a cultivar em 50 hectares – 10% da área total dedicada à soja. A maior expectativa é relativa ao controle de lagartas como a Helicoverpa armigera, para qual a variedade consegue suprimir até 95% dos insetos, conforme aponta a empresa detentora da tecnologia.
Fonte: Gazeta do Povo Igor Castanho.
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