Melhoramento genético da soja
Especialista em melhoramento genético de soja avalia cultivares no Amapá.
Durante levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) junto aos produtores de grãos do Amapá, a principal reivindicação apontada foi a necessidade de cultivares adaptadas para o estado, sobretudo para o cerrado amapaense. Para atender a esta demanda, a Embrapa Amapá instalou experimentos para avaliar a produtividade de cultivares comercial de soja e esta semana traz ao estado um dos maiores especialistas em melhoramento genético de soja do Brasil para avaliar as cultivares que fazem parte dos experimentos.
Nesta terça-feira, 10, o pesquisador Sebastião da Silva Neto, coordenador do programa de melhoramento de soja da Embrapa Cerrados (Planaltina / Distrito Federal) fará uma visita técnica aos experimentos da Embrapa instalados no município de Tartarugalzinho, para avaliar o desenvolvimento das plantas, principalmente de soja.
A programação do pesquisador no Amapá continua na manhã de quarta-feira, 11, com a sua participação no 1º Dia de Campo da Cultura da Soja e 4º Dia de Campo sobre Integração Lavoura Pecuária-Floresta (iLPF), que ocorrerão no Campo Experimental da Embrapa no Cerrado, km 43 da BR 156. Esta atividade é dirigida aos diversos produtores de grãos que vêm sendo acompanhados pela Embrapa, incluindo os vinculados à Cooperativa dos Agricultores do Cerrado Amapaense (Coopac).
Na quinta-feira, 12, pela manhã, o pesquisador convidado vai apresentar durante um seminário no auditório da Embrapa Amapá, em Macapá (AP), os resultados de vários estudos de melhoramento genético de soja feito em diversas regiões do Brasil e propor parcerias com pesquisadores da Embrapa Amapá.
Aumentar nos próximos anos a oferta de cultivares de soja da Embrapa ao mercado brasileiro é uma das metas do programa de melhoramento genético de soja, desenvolvido pela Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), Embrapa Soja (Londrina-PR) e Embrapa Transferência de Tecnologia (SNT). O programa de melhoramento é coordenado pela Embrapa Soja (Londrina/PR) e envolve várias unidades da Empresa espalhadas pelo país e centenas de profissionais especializados.
“A Embrapa mantém suas bases de seleção em unidades localizadas em ambientes representativos de regiões com oferta ambiental para a produção sustentável de soja. Como é o caso da Embrapa Cerrados, estrategicamente localizada em um dos locais mais representativos do Bioma”, afirmou Sebastião Pedro.
Produção de grãos no cerrado do Amapá
A produção de grãos em propriedades de média escala no estado do Amapá – sobretudo milho e soja – começa a se consolidar por meio da Cooperativa dos Agricultores do Cerrado Amapaense (Coopac). A estimativa da produção de grãos no Amapá para 2013 é de 25.000 toneladas, representando um aumento de 400% em relação à safra anterior.
A diretriz da Embrapa é trabalhar para consolidar, junto aos produtores, as práticas relacionadas à calagem e adubação, cobertura vegetal do solo, processos de cultivo, preparo do solo, época e densidade de semeadura, cultivares adaptadas, qualidade e tratamento de sementes, população de plantas, controle de plantas daninhas, pragas e doenças, sistema plantio direto (SPD) e integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF).
O pesquisador Luis Wagner Rodrigues Alves ressalta o compromisso da Embrapa com as pesquisas voltadas a fitossanidade, manejo e genética aplicada às espécies cultivadas no cerrado amapaense. “Destacamos o pioneirismo dos produtores que viabilizaram o projeto de produzir no cerrado do Amapá a partir de boas práticas como a difusão da rotação de culturas, um dos preceitos do Sistema Plantio Direto (SPD) e do Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC)”, acrescentou o analista de transferência de tecnologia, Gustavo Castro.
Última fronteira agrícola
O estado do Amapá, ao lado do estado de Roraima e algumas áreas da região Nordeste, é a última fronteira agrícola do Brasil. O foco de interesse da Coopac são as culturas de milho, soja, feijão-caupi e arroz. Este ano a Embrapa fez um levantamento sobre os sistemas mais utilizados por estes produtores, tipos de solos, regiões de procedência dos produtores, estimativa da safra para 2013, tamanho da área plantada, condições do maquinário.
“Estivemos pessoalmente nas propriedades e entrevistamos 15 produtores vinculados à Cooperativa. A maioria dos agricultores está concentrada nos municípios de Macapá, Itaubal e Tartarugalzinho”, afirmou o analista Gustavo Castro.
Levantamento sobre o cerrado do Amapá – As áreas de cerrado do Estado correspondem a 6,9% do território amapaense. De acordo com o levantamento da Embrapa Amapá, a área da BR-156, que liga Macapá ao município de Oiapoque, é “abraçada” pelo bioma Cerrado e esta área está totalmente fora da abrangência dos 72% da área protegida do estado do Amapá (Unidades de Conservação ou Área indígena).
Com relação aos produtores de grãos do cerrado do Amapá, o levantamento indica que 60% vieram da região Sul e 53% do Centro-Oeste. Quase a metade dos 15 produtores entrevistados tem mais de 30 anos de experiência no ramo agropecuário, trazendo consigo a experiência adquirida em outras regiões de cerrado, o que pode levar a um grande salto tecnológico na agricultura do estado.
As as áreas de cerrado do Estado correspondem a 6,9% do território amapaense. De acordo com o levantamento da Embrapa Amapá, a área da BR-156, que liga Macapá ao município de Oiapoque, é “abraçada” pelo bioma Cerrado e esta área está totalmente fora da abrangência dos 72% da área protegida do estado do Amapá (Unidades de Conservação ou Área indígena).
Com relação aos produtores de grãos do cerrado do Amapá, 60% vieram da região Sul e 53% do Centro-Oeste. Quase a metade dos 15 produtores entrevistados tem mais de 30 anos de experiência no ramo agropecuário, trazendo consigo a experiência adquirida em outras regiões de cerrado, o que pode levar a um grande salto tecnológico na agricultura do estado.
Fonte: Embrapa Amapá.

