Previsão do Tempo para Agricultura: Lucro ou Prejuízo em 2026?
A previsão do tempo para agricultura indica transição para El Niño em 2026. Veja como as chuvas afetarão o milho safrinha e a colheita no Sul e Nordeste.
Para Quem Tem Pressa
A previsão do tempo para agricultura aponta um cenário de normalidade a chuvas acima da média na maior parte do Brasil nos próximos meses. Enquanto o Rio Grande do Sul e a Argentina iniciam uma recuperação hídrica, o Nordeste deve ter uma “quadra chuvosa” superior à do ano passado. O grande alerta fica para o segundo semestre: a transição para o fenômeno El Niño promete excesso de umidade no Sul, o que pode atrapalhar a colheita do milho safrinha, mas beneficiar o desenvolvimento das pastagens no Centro-Oeste.
O planejamento no campo depende de um fator que nenhum produtor controla, mas todos precisam monitorar: o céu. A nova previsão do tempo para agricultura para os trimestres de 2026 indica que estamos saindo de um efeito residual da La Niña para a consolidação de um novo El Niño. Para quem vive da terra, essa dança dos ventos e temperaturas define o sucesso da colheita e o momento ideal do plantio.
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O Cenário das Chuvas: De Fevereiro a Abril
Nos próximos três meses, o Brasil deve apresentar uma condição hídrica bastante favorável. A previsão do tempo para agricultura mostra que boa parte do país ficará entre a normalidade e níveis ligeiramente acima da média.
No Nordeste, a notícia é animadora: estados como Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte esperam uma quadra chuvosa robusta, superando os volumes registrados no ciclo anterior. Já no Rio Grande do Sul, embora o clima ainda se apresente um pouco mais seco em fevereiro, a tendência é de uma recuperação gradual, essencial para o enchimento de grãos e recuperação de reservatórios.
Milho Safrinha e os Desafios da Colheita
O período entre abril, maio e junho traz a “surpresa positiva” deste ciclo. Mesmo sendo meses naturalmente mais secos na área central do país, a previsão do tempo para agricultura indica volumes de chuva acima do normal.
- Ponto Positivo: Isso favorece imensamente o desenvolvimento do milho safrinha em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
- Ponto de Atenção: O excesso de umidade em junho pode se tornar um vilão. Se a chuva persistir no final do trimestre, o andamento das máquinas pode ser prejudicado, atrasando a retirada do grão do campo e aumentando os riscos de avarias por umidade.
O Retorno do El Niño no Inverno
A partir de junho e julho, os efeitos do El Niño começam a ganhar corpo. Historicamente, esse fenômeno altera drasticamente a previsão do tempo para agricultura no Brasil. No Sul, o inverno de 2026 deve ser marcado por chuvas volumosas e frequentes.
Enquanto o excesso de água ajuda a Argentina a se recuperar de secas passadas, o produtor brasileiro do Paraguai ao Paraná deve ficar “com o pé atrás”. Chuvas em agosto, por exemplo, tendem a ganhar corpo, sinalizando uma primavera que pode ser problemática devido ao excesso de precipitação.
“É um El Niño um pouco diferente”, aponta a análise técnica da Climaterra, sugerindo que o início do inverno pode ser mais rigoroso e úmido do que em anos anteriores sob influência deste fenômeno.
Temperaturas e Ondas de Calor
Não é só a água que preocupa. A previsão do tempo para agricultura também sinaliza a possibilidade de ondas de calor intensas no Centro-Oeste entre julho e setembro. Esse calor seco é típico de anos de El Niño e exige atenção redobrada com o estresse térmico em culturas de inverno e na pecuária de corte.
Por outro lado, massas de ar polar podem chegar mais cedo ao Sul, trazendo um frio úmido. Se você é produtor de hortifrúti ou trigo, o monitoramento semanal será o seu melhor amigo para evitar perdas por geadas tardias ou fungos decorrentes da alta umidade.
Conclusão: O que esperar do Clima?
Em resumo, 2026 será um ano de transição. A previsão do tempo para agricultura sugere um cenário de fartura hídrica inicial, mas que exige cautela logística no segundo semestre. O produtor que conseguir aproveitar as janelas de tempo seco para a colheita sairá na frente em um ano onde a natureza não economizará na água.
Imagem principal: IA.

