O carrapato-estrela, que transmite a bactéria que causa a doença, é considerado um grande problema em propriedades rurais e causa prejuízos à pecuária
Presente no Brasil há quase um século, a febre maculosa voltou a gerar preocupação no país nas últimas semanas após um surto com pelo menos cinco mortes em Campinas, no interior de São Paulo. De modo geral, a doença é comum em áreas rurais e pode trazer sérios problemas de saúde para as pessoas e até para os animais, inclusive os bovinos.
Nos dois casos, o carrapato estrela infectado com a bactéria Rickettsia rickettsii, é o transmissor. E, sua picada pode levar o paciente à morte, com uma taxa de mortalidade de 75% em humanos. Desta forma, é uma doença considerada grave, normalmente encontrada em animais de grande porte, como cavalos, capivaras, bois e antas, por exemplo.
Os principais sintomas da doença são febre persistente, acompanhada de dor no corpo, dor de cabeça, náusea, diarreia e manchas avermelhadas pelo corpo. Por isso, os antibióticos específicos (doxiciclina, preferencialmente, ou cloranfenicol) são responsáveis pelo tratamento, que deve começar o quanto antes para reduzir a letalidade. Uma vez que, não existe vacina preventiva.
A maior concentração dos casos ocorre nas regiões Sudeste e Sul do país, sendo endêmica no estado de São Paulo. Ademais, a febre maculosa é mais comum entre os meses de junho e novembro, período em que predominam as formas jovens do carrapato. O inverno, com clima seco, é a estação com maior incidência da doença.
Em ambientes rurais, a infestação por carrapatos é um problema de saúde que impacta a economia de moradores e trabalhadores. Algumas propriedades têm grandes infestações pelo fato de não fazerem um trabalho de prevenção. O que faz com que seja preciso combater esse parasita para evitar a contaminação de rebanhos de gado. O produtor rural, nesse caso, precisa evitar danos irreversíveis, como a morte dos bovinos.
Os carrapatos são verdadeiros inimigos da pecuária, de maneira geral, e causam prejuízos de cerca de 3 bilhões de dólares por ano, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária. Dependendo da raça do rebanho, um único animal pode hospedar até 600 carrapatos por dia.
Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) traz recomendações para prevenir infestações. Entre elas fazer tratamentos com carrapaticidas em intervalos semanais e roçar os pastos no nível próximo ao do solo, para que o sol reduza o tempo de vida do carrapato. Além disso, é importante cuidar da qualidade do pasto.
Outra medida que pode ser feita é retirar frequentemente os carrapatos do corpo, depositando-os em álcool 70%, e utilizar remédios antipulgas e carrapatos, como o Frontline Plus, para animais domésticos.
Fonte: Thais Cal
Imagem: iStock
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