Predição Genômica Multirracial O salto que pode acelerar o melhoramento zebuíno
Para quem tem pressa:
A predição genômica multirracial permite combinar informações de diferentes raças zebuínas (Nelore, Guzerá, Tabapuã e Brahman) para aumentar a precisão da seleção genética. Essa abordagem beneficia, principalmente, as raças com menos dados disponíveis, acelerando o progresso no rebanho.
A predição genômica multirracial consiste em avaliar conjuntamente raças próximas, como os zebuínos no Brasil, utilizando modelos estatísticos avançados, como o single-step GBLUP (ssGBLUP).
O estudo publicado por Londoño-Gil et al. (2025) mostrou que, ao unir as raças Nelore, Guzerá, Tabapuã e Brahman, é possível obter maior precisão na estimativa dos valores genéticos, sobretudo nas raças com menor número de registros.
E, convenhamos, se até os zebuínos estão provando que “união faz a força”, talvez seja hora de alguns produtores também reverem suas estratégias de seleção.
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O trabalho comparou diferentes cenários de avaliação:
Ou seja: se você cria Guzerá ou Tabapuã, a notícia é ótima; se cria Nelore, continua sendo ótimo, mas sem tanto “efeito surpresa”.
A tendência é que programas de melhoramento no Brasil passem a adotar avaliações genômicas multirraciais para otimizar ganhos, principalmente em raças zebuínas menos representadas. Isso pode reduzir o tempo para identificar animais superiores e aumentar a competitividade do setor.
E não, não significa misturar raças a esmo no curral — é ciência aplicada para usar o DNA a favor do progresso genético.
A predição genômica multirracial é uma ferramenta poderosa para dar voz às raças “menores” no cenário da pecuária. Com ela, o Guzerá e o Tabapuã podem sair da sombra do Nelore e ganhar destaque nos programas de seleção.
Como lembrou o estudo, quando a informação é compartilhada entre raças, todos ganham: criadores, animais e o setor como um todo.
Se você ainda avalia seu rebanho só no “olhômetro”, talvez seja hora de deixar a intuição de lado e abraçar a ciência.
📚 Fonte: Londoño-Gil et al. (2025), publicado na Journal of Animal Breeding and Genetics – em parceria com UNESP, Embrapa, UGA, ANCP e INIA.
🔗 https://doi.org/10.1111/jbg.12882
Imagem principal: IA.
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