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Preço do milho: Radiografia do mercado mostra quanto vale

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Confira o preço do milho para a saca de 60 kg nas principais praças do Brasil em 01/07/2026. Veja onde o grão está mais caro e mais barato hoje.

Para Quem Tem Pressa

O preço do milho para a saca de 60 kg registra fortes variações regionais neste dia 01/07/2026. Enquanto o Rio Grande do Sul lidera as máximas com a saca chegando a R$ 68,00 em Porto Alegre, os produtores de Mato Grosso enfrentam os menores valores do país, com Sorriso e Lucas do Rio Verde operando na casa dos R$ 38,00. A disparidade logística e a concentração de oferta ditam o ritmo do mercado de grãos nacional nesta virada de mês.

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Preço do milho: Cotação em 30 cidades do Brasil

O mercado brasileiro de grãos abre o mês de julho com um cenário de extrema fragmentação regional para o produtor. O preço do milho por saca de 60 kg reflete diretamente o impacto do frete, as demandas locais de consumo (especialmente da atividade pecuária) e o avanço da colheita nas principais regiões produtoras.

Abaixo, analisamos o comportamento do grão nos principais estados e apresentamos a tabela completa com as cotações oficiais de compra para hoje, 01/07/2026.


Região Sul registra os maiores valores do país

Se você está vendendo milho nos estados do Rio Grande do Sul ou de Santa Catarina, o momento é de capturar as melhores margens nominais do mercado. Em Porto Alegre (RS), o preço do milho atingiu a marca de R$ 68,00 por saca, a máxima nacional para o dia de hoje. Cidades catarinenses como Concórdia também exibem forte sustentação, operando a R$ 65,00.

Essa valorização ocorre porque a demanda das agroindústrias locais de proteína animal segue aquecida, pressionando a oferta regional que precisa “importar” milho de outros estados, arcando com custos de transporte elevados. Já no Paraná, o porto de Paranaguá dita o ritmo a R$ 62,00, enquanto as praças do interior, como Campo Mourão e Maringá, mostram estabilidade em R$ 56,00.


O paradoxo de Mato Grosso e a pressão do Centro-Oeste

Do outro lado da balança comercial, o produtor mato-grossense convive com uma realidade completamente diferente. Em Sorriso e Lucas do Rio Verde, o preço do milho encostou no piso de R$ 38,00 por saca de 60 kg. Quem cultiva o grão no coração do Centro-Oeste sabe bem que a colheita volumosa, somada ao desafio crônico do escoamento rodoviário, pune as cotações locais.

Em Mato Grosso do Sul, praças estratégicas como Campo Grande e Dourados mantêm os negócios em R$ 49,00. Já em Goiás, cidades como Rio Verde e Itumbiara sustentam a saca a R$ 51,00, mostrando um meio-termo saudável na cotação da região.


Preço do milho: Cotação em 30 cidades do Brasil

UF Cidade Compra (R$)
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PR Paranaguá 62,00
PR Campo Mourão 56,00
PR Cascavel 57,50
PR Maringá 56,00
PR Ponta Grossa 60,00
PR Guarapuava 61,00
SP São Paulo 63,68
SP Campinas 63,68
SP Sorocaba 59,64
SP Mogiana 55,94
MS Campo Grande 49,00
MS Dourados 49,00
MS Chapadão do Sul 52,00
MS Costa Rica 52,00
MT Rondonópolis 43,50
MT Campo Verde 42,00
MT Tangará da Serra 40,00
MT Sapezal 40,00
MT Sorriso 38,00
MT Lucas do Rio Verde 38,00
GO Itumbiara 51,00
GO Rio Verde 51,00
MG Uberaba 54,00
MG Uberlândia 54,00
MG Unaí 53,00
MG Patos de Minas 54,00
SC Chapecó 63,00
SC Concórdia 65,00
SC Campos Novos 64,00
SC Canoinhas 64,00
RS Erechim 65,00
RS Passo Fundo 65,00
RS Porto Alegre 68,00
BA Luis Eduardo Magalhães 57,00

Sudeste e Matopiba mantêm estabilidade estratégica

No Sudeste, o mercado paulista mantém forte estabilidade. São Paulo e Campinas registram o preço do milho em R$ 63,68, refletindo a proximidade com os grandes centros consumidores de ração e as frotas de distribuição. Em Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba operam de forma padronizada, com Uberaba, Uberlândia e Patos de Minas cotados a R$ 54,00.

Por fim, no Matopiba, a cidade baiana de Luís Eduardo Magalhães aponta negócios firmados em R$ 57,00 por saca, demonstrando que a região segue competitiva e com liquidez regular neste início de julho.

O cenário exige atenção do produtor. Afinal, negociar o preço do milho exige calcular milimetricamente se compensa reter o grão na fazenda ou aceitar as margens atuais para garantir o fluxo de caixa da temporada.


Disclaimer

Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 01/07/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.

Fonte: Scot Consultoria e diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

Imagem principal: Depositphotos.


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