O preço do boi gordo registrou recuo expressivo em 18 praças produtoras neste início de julho. Confira a tabela completa e veja onde a arroba resiste à queda.
Para Quem Tem Pressa
O preço do boi gordo começou o mês de julho em ritmo de queda em grande parte das praças brasileiras. Das regiões avaliadas, 18 registraram recuo nos preços brutos (tanto à vista quanto a prazo), enquanto o restante permaneceu estável — nenhuma praça operou em alta. São Paulo (Barretos e Araçatuba) viu a arroba à vista recuar para R$ 333,50, enquanto Santa Catarina se mantém com o teto do mercado físico a R$ 339,50. Se você busca o rumo da pecuária de corte hoje, o sinal amarelo (com fortes nuances de vermelho) acabou de acender.

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Preço do boi gordo cai em 18 praças; Veja o ranking de hoje
O mercado físico da pecuária de corte abriu o mês de julho operando em terreno predominantemente negativo. Quem esperava uma reação logo nos primeiros dias do mês esbarrou em uma pressão generalizada das indústrias frigoríficas. Ao todo, o preço do boi gordo recuou em 18 praças importantes do país, deixando produtores e analistas calculando os novos rumos das margens de lucro.
Enquanto algumas regiões conseguiram manter a estabilidade de preços, nenhuma praça brasileira registrou valorização nesta rodada de negócios.
O cenário em São Paulo e Minas Gerais
Historicamente os termômetros do mercado pecuário, os estados do Sudeste sentiram o baque da pressão de baixa. Em São Paulo, tanto em Barretos quanto em Araçatuba, o preço do boi gordo caiu para R$ 333,50 à vista e R$ 337,00 no prazo de 30 dias.
Minas Gerais acompanhou o movimento de forma integral. Todas as praças monitoradas no estado (Triângulo, Belo Horizonte, Norte e Sul) fecharam o dia em queda. O Triângulo Mineiro, por exemplo, viu a arroba negociada a R$ 311,50 à vista. Aparentemente, os frigoríficos mineiros decidiram puxar o freio de mão juntos.
O comportamento no Centro-Oeste e Norte
A porteira da pressão baixista também se abriu no Centro-Oeste. Em Goiás (Goiânia e Região Sul), os preços brutos recuaram para R$ 313,50 à vista. O Mato Grosso foi outro estado fortemente impactado, com recuos generalizados nas praças de Norte, Sudoeste, Cuiabá e Sudeste.
No Norte do país, o cenário não foi diferente. O Pará registrou queda nas praças de Marabá, Redenção e Paragominas. O estado do Acre operou em queda livre, registrando o menor valor do país para o preço do boi gordo: R$ 292,00 à vista. Pelo visto, a calmaria que o pecuarista queria ficou só na promessa.
Tabela Completa: Cotação do Boi Gordo por Região
Confira abaixo a dinâmica dos preços brutos praticados no mercado físico brasileiro:
| Região | À Vista (R$) | 30 Dias (R$) | Tendência |
| SC | 339,50 | 343,00 | Estável |
| Roraima | 338,50 | 342,00 | Estável |
| Alagoas | 336,50 | 340,00 | Estável |
| SP Barretos | 333,50 | 337,00 | Queda |
| SP Araçatuba | 333,50 | 337,00 | Queda |
| PR Noroeste | 333,50 | 337,00 | Estável |
| PA Paragominas | 333,50 | 337,00 | Queda |
| MS Dourados | 331,50 | 335,00 | Estável |
| MS C. Grande | 331,50 | 335,00 | Estável |
| RJ | 331,50 | 335,00 | Estável |
| MS Três Lagoas | 328,50 | 332,00 | Queda |
| MA Oeste | 328,50 | 332,00 | Queda |
| MT Cuiabá | 326,50 | 330,00 | Queda |
| MT Norte | 324,50 | 328,00 | Queda |
| MT Sudeste | 324,50 | 328,00 | Queda |
| PA Marabá | 324,50 | 328,00 | Queda |
| BA Oeste | 323,50 | 327,00 | Estável |
| TO Sul | 322,50 | 326,00 | Queda |
| MT Sudoeste | 321,50 | 325,00 | Queda |
| PA Redenção | 321,50 | 325,00 | Queda |
| TO Norte | 321,50 | 325,00 | Estável |
| RO Sudeste | 316,50 | 320,00 | Queda |
| ES | 316,50 | 320,00 | Estável |
| MG B.Horizonte | 314,50 | 318,00 | Queda |
| GO Goiânia | 313,50 | 317,00 | Queda |
| GO Reg. Sul | 313,50 | 317,00 | Queda |
| MG Triângulo | 311,50 | 315,00 | Queda |
| MG Norte | 311,50 | 315,00 | Queda |
| MG Sul | 311,50 | 315,00 | Queda |
| BA Sul | 311,50 | 315,00 | Estável |
| Acre | 292,00 | 295,00 | Queda |
| RS Oeste (kg) | 12,45 | 12,60 | Estável |
| RS Pelotas (kg) | 12,55 | 12,70 | Estável |
Onde a estabilidade resiste?
Apesar da enxurrada de setas vermelhas apontando para baixo, algumas poucas regiões conseguiram respirar aliviadas. O Rio Grande do Sul (medido por quilo vivo) manteve suas cotações estáveis, assim como o Mato Grosso do Sul (Dourados e Campo Grande), que sustentou o preço do boi gordo em R$ 331,50 à vista.
O destaque de topo continua sendo Santa Catarina, onde o mercado se manteve firme no teto de R$ 339,50 à vista. O pecuarista catarinense segue assistindo ao recuo dos vizinhos sem precisar mexer nas suas tabelas, pelo menos por enquanto.
O que esperar do mercado de corte nos próximos dias?
A combinação de escalas de abate confortáveis por parte das indústrias e um consumo doméstico que ainda patina no início do mês dita esse ritmo defensivo. Para que o preço do boi gordo volte a testar patamares mais elevados, o mercado precisará de um escoamento de carne muito mais agressivo no varejo ou de uma retração drástica na oferta de balcão. Até lá, a recomendação para o pecuarista é acompanhar de perto os contratos futuros e gerenciar os custos de confinamento com precisão cirúrgica.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 01/07/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria e diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Depositphotos.
