Confira o fechamento semanal do preço do milho (saca de 60 kg) nas principais praças do Brasil. Acompanhe as cotações em todos os estados.
Para Quem Tem Pressa
O preço do milho encerra a semana apresentando um cenário de forte disparidade regional entre os principais polos produtores e os centros de consumo. Enquanto em Santa Catarina (Concórdia) a saca atinge os R$ 68,00, no Mato Grosso (Sorriso) o valor recua para R$ 43,00. A logística e a demanda local seguem como os principais balizadores das cotações nas 34 cidades monitoradas.
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Panorama Semanal do Preço do Milho no Brasil
O mercado brasileiro de grãos finaliza mais um ciclo semanal com o preço do milho refletindo as particularidades de cada praça. A análise dos dados revela que a distância física entre as lavouras e os portos (ou granjas de consumo) continua sendo o fator que mais pesa no bolso do produtor e do comprador.
Enquanto o Sul do país mantém patamares elevados devido à demanda das agroindústrias de proteína animal, o Centro-Oeste lida com a pressão de oferta e os custos de frete para escoamento.
Análise Regional das Cotações
Em São Paulo e Santa Catarina, o preço do milho flerta com os maiores valores do país. Em Concórdia (SC), o grão chega a ser negociado a R$ 68,00, uma diferença brutal se comparado aos R$ 43,00 praticados em Sorriso (MT). Essa discrepância de R$ 25,00 por saca evidencia que, no Brasil, o milho “viaja” a um custo que muitas vezes desafia a lógica da rentabilidade simples.
No Paraná, estado estratégico para o escoamento via Paranaguá, o preço do milho mantém-se estável na casa dos R$ 60,00 a R$ 65,50, servindo como um termômetro equilibrado para o mercado nacional.
Tabela Completa: Fechamento da Semana (Saca de 60kg)
| UF | Cidade | Compra (R$) |
| PR | Paranaguá | 65,50 |
| PR | Campo Mourão | 62,00 |
| PR | Cascavel | 60,00 |
| PR | Maringá | 62,00 |
| PR | Ponta Grossa | 63,00 |
| PR | Guarapuava | 63,00 |
| SP | São Paulo | 66,48 |
| SP | Campinas | 66,48 |
| SP | Sorocaba | 61,92 |
| SP | Mogiana | 56,93 |
| MS | Campo Grande | 53,50 |
| MS | Dourados | 53,50 |
| MS | Chapadão do Sul | 57,00 |
| MS | Costa Rica | 57,00 |
| MT | Rondonópolis | 46,00 |
| MT | Campo Verde | 44,00 |
| MT | Tangará da Serra | 48,00 |
| MT | Sapezal | 48,00 |
| MT | Sorriso | 43,00 |
| MT | Lucas do Rio Verde | 45,00 |
| GO | Itumbiara | 54,00 |
| GO | Rio Verde | 54,00 |
| MG | Uberaba | 61,00 |
| MG | Uberlândia | 61,00 |
| MG | Unaí | 57,00 |
| MG | Patos de Minas | 61,00 |
| SC | Chapecó | 66,00 |
| SC | Concórdia | 68,00 |
| SC | Campos Novos | 66,00 |
| SC | Canoinhas | 65,00 |
| RS | Erechim | 63,00 |
| RS | Passo Fundo | 63,00 |
| RS | Porto Alegre | 66,00 |
| BA | Luis Eduardo Magalhães | 59,00 |
Considerações sobre o Mercado
Observamos que o preço do milho em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul apresenta uma sustentação sólida, com médias acima dos R$ 60,00 na maioria das praças. Já no Mato Grosso, o produtor enfrenta o desafio de ver o valor do seu produto estagnado em patamares inferiores, reflexo de uma safra volumosa e gargalos logísticos que persistem safra após safra.
A ironia do mercado de commodities é que, às vezes, parece ser mais barato importar inteligência do que transportar o grão de Sorriso para Concórdia sem que o frete “coma” metade da saca no caminho. Para o produtor, o foco agora volta-se para o clima e a movimentação do dólar, que podem alterar o preço do milho na abertura da próxima semana.
Disclaimer
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 25/04/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Depositphotos.

