O preço da soja ultrapassou R$ 150 por saca em agosto de 2026, batendo recordes de exportação e maior patamar desde 2023. Confira os dados completos.
Para Quem Tem Pressa
Em agosto de 2026 (até o dia 18), o preço da soja registrou forte recuperação e rompeu a barreira dos R$ 150,3 por saca no porto de Paranaguá (PR), atingindo a maior cotação nominal desde setembro de 2023. O movimento é sustentado por quarto mês consecutivo de alta, demanda aquecida nas exportações brasileiras (com recorde de 13,40 milhões de toneladas em julho) e desvalorização do Real. O cenário global conta ainda com estabilidade do consumo de oleaginosas pelo USDA e aperto nos estoques de milho.
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Preço da soja dispara em 2026 e descola de anos anteriores
O mercado de grãos no Brasil vive um momento de forte valorização. O preço da soja segue em ritmo consistente de recuperação e alcançou o seu maior patamar desde 2023, sendo negociado acima do patamar simbólico de R$ 150,0 por saca.
Na parcial de agosto de 2026 (dados apurados até o dia 18), o indicador Cepea/Esalq (Paranaguá – PR) registrou a marca de R$ 150,3 por saca. Trata-se do valor mais elevado observado ao longo de todo o ano de 2026, destacando-se por estar completamente descolado das cotações praticadas no mesmo período dos anos imediatamente anteriores.
Quarto mês consecutivo de alta e o maior nível desde setembro de 2023
A tendência altista não é um fato isolado de um único dia. O preço da soja acumula alta pelo quarto mês consecutivo no mercado nacional. Quando analisada a média nominal mensal, a parcial de agosto de 2026 desponta como a maior cotação registrada desde setembro de 2023.
Esse comportamento consolida a virada de jogo para os produtores que acompanharam a flutuação dos valores nominais nos últimos anos. A desvalorização da moeda nacional (Real) ante o Dólar desempenha papel crucial nessa equação, ajudando a inflar a receita em Reais para os exportadores locais.
Demanda aquecida e embarques recordes no Brasil
Na ponta da demanda, o consumo internacional aquecido tem mantido o preço da soja sob pressão positiva nos portos brasileiros. Os números operacionais do comércio exterior comprovam esse apetite do mercado global:
- Julho de 2026: O Brasil exportou impressionantes 13,40 milhões de toneladas de soja. É o maior volume já registrado na história para um mês de julho. O recorde anterior pertencia a julho de 2025, quando haviam sido embarcadas 12,25 milhões de toneladas.
- Acumulado do ano (Janeiro a Julho): Em 2026, as vendas externas da commodity somaram 82,98 milhões de toneladas. No mesmo período de 2025, as exportações acumuladas somavam 77,20 milhões de toneladas.
- Ritmo em Agosto de 2026: A média diária de embarques realizada na primeira metade do mês aponta um volume 5,6% superior ao ritmo diário verificado em todo o mês de agosto de 2025.
Cenário internacional do USDA e a pressão sobre o milho
Enquanto o preço da soja renova picos no Brasil, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a expectativa de produção e consumo mundial para a safra 2026/27 em patamares praticamente estáveis no relatório divulgado em agosto.
Por outro lado, o mercado de milho apresenta dinâmicas que exigem atenção redobrada dos agentes do agronegócio:
- Redução nos estoques globais: O estoque mundial de milho foi novamente revisado para baixo pelo USDA em agosto de 2026. A nova estimativa projeta 274,66 milhões de toneladas para a safra 2026/27 — recuo de 0,2% frente aos 275,26 milhões de toneladas previstos em julho, e uma queda substancial de 8,1% em relação aos 298,83 milhões de toneladas registrados na safra anterior.
- Máxima no mercado futuro: Seguindo o aquecimento do setor, o mercado futuro do milho para contratos a partir de novembro de 2026 renovou as máximas. O contrato com vencimento em novembro de 2026 atingiu R$ 76,7 por saca, enquanto a posição para março de 2027 rompeu a barreira dos R$ 80,0 por saca.
Com o preço da soja firme nas cotações físicas e o milho indicando valorização expressiva nos contratos futuros, o cenário econômico para a comercialização da safra brasileira se consolida como um dos mais dinâmicos dos últimos três anos.
imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.

