Piodermite em cães – causas, raças predispostas e tratamento
Para quem tem pressa:
A piodermite em cães é uma infecção bacteriana de pele que afeta principalmente raças predispostas. Ela pode ser superficial ou profunda, causando lesões, prurido e desconforto. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o manejo nutricional são fundamentais para evitar recidivas e melhorar a qualidade de vida do animal.
Piodermite em cães: o que é e qual a relação com a raça?
A piodermite em cães caracteriza-se por uma infecção bacteriana cutânea, geralmente secundária a alterações pré-existentes. O agente mais comum é o Staphylococcus pseudintermedius, responsável por mais de 90% dos casos. Apesar de comum, nem toda piodermite exige antibiótico sistêmico, o que reforça a importância do diagnóstico correto. Identificar a causa base é essencial para garantir um tratamento eficaz e reduzir recidivas.
O que é a piodermite canina?
A piodermite canina é uma infecção bacteriana da pele que pode surgir após perda da integridade cutânea, excesso de umidade, desequilíbrio da flora natural ou comprometimento da imunidade. Raças com dobras de pele, alergias ou predisposição genética estão mais vulneráveis.
As piodermites superficiais são as mais comuns, com pústulas, crostas e áreas sem pelos. Já as profundas afetam a derme e causam lesões graves.
Toda piodermite indica infecção bacteriana?
Embora as bactérias estejam presentes, nem todo caso demanda antibiótico oral. Muitas vezes, o tratamento tópico é suficiente, ajudando a evitar resistência bacteriana. O uso de xampus antissépticos e loções específicas pode controlar as infecções superficiais sem necessidade de antibióticos sistêmicos.
Identificando a piodermite nos cães: qual o aspecto das lesões?
Os sinais clínicos incluem pústulas, crostas, eritema, perda de pelos e prurido. O animal tende a coçar e lamber as áreas, agravando o quadro. A citologia cutânea é útil para confirmar a presença bacteriana e orientar o tratamento. Em casos persistentes, a cultura bacteriana e o antibiograma ajudam na escolha do antibiótico adequado.
Quais outras alterações devem ser descartadas?
O diagnóstico diferencial é essencial, pois várias doenças apresentam sintomas semelhantes à piodermite em cães. Entre elas: dermatite alérgica, dermatofitose, demodicose, endocrinopatias, seborreia e imunossupressão. Identificar corretamente evita tratamentos ineficazes e recorrência do problema.
6 principais raças de cães mais afetadas pela piodermite
Algumas raças apresentam predisposição anatômica ou genética:
- Pug – dobras faciais acumulam umidade.
- Pastor Alemão – predisposição a doenças cutâneas e imunológicas.
- Bulldog Inglês – múltiplas dobras favorecem infecções.
- Shar-Pei – pele espessa e dobrada aumenta a proliferação bacteriana.
- Golden Retriever – predisposto a alergias que comprometem a pele.
- Labrador Retriever – tendência a alergias e excesso de sebo.
O tratamento para piodermite é na maioria das vezes conservativo!
A maioria dos casos é tratada com terapias tópicas, como xampus antimicrobianos, pomadas e produtos que fortalecem a barreira cutânea. O uso de antibióticos orais é reservado apenas para casos graves ou refratários. Além disso, identificar a causa primária é essencial para evitar recidivas.
Como o manejo nutricional pode auxiliar no controle da piodermite?
A nutrição exerce papel fundamental. Dietas específicas para cães com pele sensível, ricas em ácidos graxos essenciais e antioxidantes, ajudam a melhorar a barreira cutânea e a imunidade. Em raças com dobras, o controle do peso também é crucial, evitando umidade e atrito. Assim, a nutrição adequada pode reduzir significativamente o risco de novas infecções.
Conclusão
A piodermite em cães é uma condição dermatológica comum, mas que pode ser controlada com diagnóstico correto, tratamento direcionado e cuidados preventivos. Reconhecer as raças predispostas e adotar medidas como higiene adequada, nutrição equilibrada e controle de peso contribui para reduzir a ocorrência de infecções. O acompanhamento veterinário é essencial para evitar complicações e recidivas, garantindo qualidade de vida ao animal. Com manejo individualizado, é possível manter a saúde da pele e favorecer o bem-estar dos cães afetados.
imagem: wikimedia

