Obesidade canina: como identificar e tratar corretamente

Obesidade canina: como identificar e tratar corretamente

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Para quem tem pressa:

A obesidade canina é mais do que uma questão estética — é um risco real à saúde e à longevidade do pet. Cães acima do peso sofrem com doenças articulares, respiratórias e metabólicas. Neste guia, você aprenderá como identificar um cachorro gordo, quais os riscos à saúde e as melhores formas de tratamento, desde a escolha da ração até a prática segura de exercícios.

Obesidade canina: um problema silencioso e perigoso

A obesidade canina afeta milhares de pets no Brasil e no mundo. De acordo com estudos, cães obesos vivem em média dois anos a menos do que os que mantêm peso ideal. O excesso de gordura prejudica articulações, coração, pulmões e até o sistema imunológico.

Como saber se o cachorro está com obesidade canina

O principal sinal da obesidade canina é a dificuldade de sentir as costelas ao toque. A cintura também desaparece, e há acúmulo de gordura no abdômen e lombar. O Escore de Condição Corporal (ECC) é uma ferramenta veterinária eficaz para avaliar visualmente o estado nutricional do animal, indo de 1 (muito magro) a 9 (obeso). A partir do escore 7 já se considera excesso de peso significativo.

Principais causas da obesidade canina

A obesidade canina tem origem multifatorial. Pode ser causada por predisposição genética, sedentarismo, alimentação calórica e até distúrbios hormonais como hipotireoidismo. Entre os fatores externos, destacam-se o excesso de petiscos, pouca atividade física, castração e envelhecimento.

Algumas raças são mais propensas, como Labrador Retriever, Cocker Spaniel, Pug, Chihuahua e Basset Hound. Já raças como Boxer e Pastor Alemão apresentam menor tendência.

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Tipos de obesidade canina: hiperplásica e hipertrófica

A obesidade canina pode ser classificada em dois tipos:

  • Hiperplásica: aumento no número de células de gordura, comum em animais superalimentados desde filhotes. É mais difícil de tratar.
  • Hipertrófica: aumento do tamanho das células adiposas. É a forma mais comum e mais fácil de reverter com dieta e exercícios.

Como tratar a obesidade canina com segurança

A redução de peso deve ser orientada por um veterinário. Nunca reduza a ração por conta própria. As estratégias mais recomendadas são:

1. Dieta com ração light
Rações para emagrecimento possuem menos calorias e mais fibras. São formuladas para manter o pet nutrido mesmo com déficit energético. O ideal é reduzir de 20% a 50% das calorias, sempre com acompanhamento profissional.

2. Refeições fracionadas
Dividir a porção diária em 2 ou 3 partes evita ansiedade e melhora a digestão. O ideal é pesar o cão regularmente e ajustar a dieta conforme a perda de peso.

3. Atividade física gradual
Caminhadas leves são ideais para começar. Evite exageros em cães com obesidade grave, pois isso pode causar lesões. Brinquedos e enriquecimento ambiental também ajudam.

4. Monitoramento com ECC
Acompanhar o ECC e o peso quinzenalmente permite ajustes e mantém o tutor engajado. O emagrecimento saudável envolve metas semanais de 1% do peso corporal.

5. Suplementação, se necessário
L-carnitina e vitamina A podem auxiliar, mas só devem ser usadas com prescrição.

Riscos da obesidade canina para a saúde

A obesidade canina pode causar:

  • Problemas articulares: displasia, artrose, dores crônicas;
  • Doenças respiratórias e cardíacas, especialmente em raças braquicefálicas;
  • Alterações metabólicas: diabetes, lipidose hepática, colesterol alto;
  • Dificuldades em cirurgias e pós-operatório mais lento;
  • Problemas reprodutivos e risco de distocia em cadelas;
  • Imunidade baixa e maior risco de tumores.

Dúvidas frequentes sobre obesidade canina

Cães castrados têm mais risco?
Sim. A castração reduz o metabolismo basal, favorecendo o ganho de peso.

Posso dar menos ração para emagrecer?
Não. A restrição sem orientação pode causar deficiências. Use ração adequada com acompanhamento.

Como prevenir a obesidade canina no dia a dia

Prevenir a obesidade canina é mais simples do que tratar seus efeitos. O segredo está na rotina equilibrada, desde a alimentação até a atividade física. A prevenção começa cedo — ainda na fase de filhote — e deve continuar ao longo de toda a vida do pet.

Veja as principais medidas preventivas:

  • Controle das porções: Meça a quantidade diária de ração com base na recomendação do fabricante ou do veterinário.
  • Evite petiscos em excesso: Use petiscos apenas como recompensa e de forma controlada. Prefira frutas seguras e opções com baixo valor calórico.
  • Atividade física diária: Passeios curtos, brincadeiras e enriquecimento ambiental mantêm o metabolismo ativo e o pet mentalmente saudável.
  • Acompanhamento regular: Faça check-ups com o veterinário e monitore o Escore de Condição Corporal a cada visita.
  • Escolha da ração adequada: Ofereça rações de boa qualidade, ajustadas à idade, porte, nível de atividade e condição corporal do cão.

Essas ações ajudam a manter o pet com peso saudável, evitando doenças e garantindo mais anos de vida com qualidade.

imagem: flickr


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