O mistério da mucura 7 situações em que esse animal noturno pode aparecer no seu quintal - Imagem gerada por IA
Imagine sair ao quintal à noite e se deparar com um animal de olhos brilhantes, rabo comprido e jeito desconfiado. Para muitos, seria motivo de susto, mas esse visitante é mais comum do que se imagina: a mucura. Conhecida em várias regiões do Brasil, esse marsupial noturno desperta curiosidade, medo e até lendas populares. Porém, entender quando e por que a mucura aparece no quintal é fundamental para evitar problemas e, ao mesmo tempo, respeitar seu papel no equilíbrio ambiental.
A mucura, também chamada de gambá-de-orelha-branca, não é um animal agressivo. Na verdade, prefere fugir a enfrentar humanos. No entanto, certas situações fazem com que ela se aproxime das casas em busca de comida, abrigo ou simplesmente por instinto.
Um dos principais atrativos para a mucura são restos de alimentos deixados em lixeiras destampadas ou espalhados pelo quintal. Frutas maduras, restos de carne e até ração de pets viram convite aberto para o animal. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), espécies onívoras como a mucura são adaptáveis e buscam constantemente alimentos em áreas urbanizadas.
Se você tem mangueiras, goiabeiras ou bananeiras em casa, é bem possível que a mucura apareça em noites de fartura. Ela é atraída pelo cheiro das frutas maduras, que fornecem energia rápida. O consumo desses frutos ajuda inclusive a dispersar sementes, um papel ecológico reconhecido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).
Ambientes desorganizados, com pilhas de madeira, folhas secas ou restos de construção, são refúgios ideais para a mucura se esconder durante o dia. À noite, ela sai em busca de alimento, mas retorna a esses locais para descansar. Esse comportamento reforça a importância da limpeza constante dos quintais.
Casas próximas a matas, rios ou terrenos baldios são naturalmente mais visitadas pela mucura. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a expansão urbana empurra esses animais para ambientes domésticos, aumentando os encontros com humanos.
Durante noites frias, a mucura procura locais protegidos, como forros de casas, galinheiros ou garagens. Sua habilidade de escalar a torna capaz de alcançar telhados e árvores próximas, surpreendendo quem não imagina ter companhia no quintal.
Deixar ração para os pets no quintal pode ser um dos maiores convites para a mucura. Ela não resiste ao cheiro e aproveita a oportunidade para se alimentar. É comum encontrar relatos de donos de cães que estranham a presença do animal justamente perto das tigelas de ração.
A mucura também caça insetos, pequenos répteis e até ovos de galinha. Quintais com galinheiros ou locais mal iluminados, onde há proliferação de insetos, tornam-se pontos de interesse. Essa característica reforça seu papel como controlador natural de pragas, algo também registrado por estudos da Smithsonian Institution, nos Estados Unidos.
Ver uma mucura no quintal pode assustar, mas não é motivo para pânico. Ao contrário do que muitos acreditam, ela não costuma atacar pessoas. Seu instinto é fugir e se esconder. Porém, existem medidas para reduzir a frequência de visitas.
Apesar da fama de “animal incômodo”, a mucura desempenha funções importantes: dispersa sementes, ajuda no controle de insetos e mantém o equilíbrio da fauna urbana e rural. Eliminá-la ou agredi-la é um erro que pode gerar desequilíbrio ambiental. O mais indicado é adotar medidas preventivas para evitar que o animal encontre motivos para retornar ao quintal.
A mucura carrega uma aura de mistério em várias regiões do Brasil. Muitas crenças populares a associam a maus presságios, enquanto outras a consideram um símbolo de resistência. No entanto, quando vista sob o olhar científico, ela é apenas um animal adaptável, sobrevivendo em meio ao avanço das cidades.
Aprender a entender os hábitos da mucura ajuda a conviver de forma pacífica com ela. Em vez de enxergá-la apenas como intrusa, podemos reconhecê-la como parte de um ecossistema em transformação, que inclui nossos quintais.
No fim, a mucura não é inimiga: é um reflexo da nossa relação com a natureza. Quando organizamos nossos espaços e respeitamos o ciclo dos animais, reduzimos encontros inesperados e contribuímos para uma convivência mais equilibrada. Afinal, o mistério da mucura é, na verdade, a prova de como a vida silvestre resiste, silenciosa e resiliente, ao nosso redor.
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