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Preço da arroba da novilha gorda: Valor sobe em MS e MT

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O preço da arroba da novilha gorda subiu em estados como MS e MT. Veja os valores atualizados à vista e a prazo em todo o país.

Para Quem Tem Pressa

O preço da arroba da novilha gorda está em alta em estados-chave como Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, ultrapassando os R$ 305,00 a prazo. No Sudeste, os valores permanecem estáveis. Descubra abaixo as cotações completas por estado, à vista e a prazo, e veja onde está mais vantajoso vender.


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Panorama Nacional do Preço da Novilha Gorda

O mercado da novilha gorda apresentou variações relevantes nesta semana. As maiores cotações foram registradas no Centro-Oeste, principalmente em Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e PR Noroeste, onde a arroba ultrapassou os R$ 305,00 no pagamento a prazo.

Estado / RegiãoPreço à Vista (R$)Preço a Prazo (R$)
SP Barretos296,50300,00
SP Araçatuba296,50300,00
MG Triângulo286,50290,00
MG B.Horizonte282,50286,00
MG Norte286,50290,00
MG Sul282,00285,00
GO Goiânia286,50290,00
GO Reg. Sul286,50290,00
MS Dourados296,50300,00
MS C. Grande301,50305,00
MS Três Lagoas296,50300,00
RS Oeste (kg)11,0511,20
RS Pelotas (kg)10,3010,40
BA Sul259,00262,00
BA Oeste262,00265,00
MT Norte296,50300,00
MT Sudoeste301,50305,00
MT Cuiabá301,50305,00
MT Sudeste299,50303,00
PR Noroeste301,50305,00
SC296,50300,00
MA Oeste252,00255,00
Alagoas286,50290,00
PA Marabá267,00270,00
PA Redenção267,00270,00
PA Paragominas267,00270,00
RO Sudeste262,00265,00
TO Sul267,00270,00
TO Norte262,00265,00
Acre237,50240,00
ES275,00278,00
RJ277,00280,00

Destaques de Alta

  • MS – Campo Grande: R$ 301,50 à vista / R$ 305,00 a prazo
  • MT – Sudoeste, Cuiabá e Sudeste: até R$ 305,00 a prazo
  • PR – Noroeste: R$ 305,00 a prazo
  • SP – Barretos e Araçatuba: estabilidade com R$ 300,00 a prazo

Apesar da leve variação nos preços à vista, o mercado mostra recuperação nas regiões tradicionalmente mais produtivas.

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Comparativo Regional: Onde a Arroba Rende Mais

Região Sudeste

  • SP (Barretos/Araçatuba): R$ 296,50 à vista
  • MG (média geral): entre R$ 282,00 e R$ 286,50 à vista
  • RJ / ES: abaixo da média nacional, com máximas de R$ 280,00

Centro-Oeste

  • MS e MT lideram os preços com cotação média de R$ 301,50
  • Goiás mantém preços estáveis: R$ 286,50 à vista / R$ 290,00 a prazo

Sul e Norte

  • RS (por kg): R$ 11,05 à vista (equivalente à média de R$ 331,50 por arroba)
  • TO, PA e MA: entre R$ 252,00 e R$ 270,00
  • Acre: menor cotação do Brasil – R$ 237,50 à vista

Tendências do Mercado

Segundo analistas do setor, o aumento do preço da arroba da novilha gorda está ligado à retomada das exportações, melhora nas pastagens e maior retenção de fêmeas para reposição. Isso reduz a oferta no curto prazo e pressiona os preços.

Expectativa para Julho

  • Alta sustentada em regiões centrais
  • Estabilidade no Sudeste e Sul
  • Recuperação lenta no Norte e Nordeste

Conclusão

A análise dos preços da arroba da novilha gorda revela um cenário de valorização seletiva no mercado brasileiro. Estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Três Lagoas) e Mato Grosso (Cuiabá, Sudoeste e Sudeste), apresentam os maiores preços, chegando a R$ 305,00 a prazo, demonstrando forte demanda da indústria frigorífica nessas regiões, associada à boa qualidade da oferta e maior escala de abate.

Já no Sudeste, especialmente em São Paulo, os preços seguem estáveis, refletindo um mercado mais consolidado e menos volátil. Em Minas Gerais, os valores recuam um pouco, indicando possível pressão de oferta local ou menor competitividade frente a regiões vizinhas.

No Sul, o modelo de precificação por quilo segue firme, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde o valor da arroba, convertida do quilo, chega a ultrapassar R$ 330,00 — o mais alto do país —, ainda que com menor representatividade nacional na exportação.

Nas regiões Norte e Nordeste, os preços continuam abaixo da média nacional, com o Acre registrando a menor cotação do país (R$ 237,50 à vista). Isso pode estar ligado à logística mais difícil, menor liquidez do mercado e menor escala de confinamento.

Para o produtor, o recado é claro: monitorar os preços por região se tornou uma vantagem competitiva. Quem atua em estados com mercado aquecido deve aproveitar o momento para negociar, especialmente com pagamentos a prazo. Já nas regiões com cotações mais baixas, o foco pode estar em estratégias de reposição, nutrição e escalonamento para períodos mais favoráveis.

Além disso, o cenário internacional — com retomada das exportações e possível alta no consumo interno com a chegada do segundo semestre — pode manter os preços em patamares firmes nas próximas semanas. A tendência é de continuidade da valorização onde a oferta está mais ajustada e a demanda frigorífica mais ativa.

Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.


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