Dinamarca Taxa Gado: e o Brasil?
A Dinamarca está prestes a se tornar o primeiro país do mundo a implementar uma taxa de carbono específica para o setor agrícola, incluindo as emissões de metano dos bovinos. A partir de 2030, os produtores rurais dinamarqueses terão que pagar cerca de € 100 (R$ 600) anuais por cada boi ou vaca em seus rebanhos. Esta medida faz parte de um esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 70% até 2030. Dinamarca Taxa Gado: e o Brasil?
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Após extensas negociações entre o governo, representantes do setor agrícola e grupos ambientalistas, foi acordado um imposto de 120 coroas dinamarquesas (cerca de € 16 ou R$ 93,40) por tonelada de CO₂ equivalente. Esta taxa cobrirá tanto vacas quanto porcos, refletindo um esforço global crescente para mitigar as emissões da produção agropecuária, que representam cerca de 11% das emissões globais, com quase dois terços dessas emissões provenientes de vacas. Dinamarca Taxa Gado: e o Brasil?
A decisão de introduzir este imposto foi recebida com críticas e apoio em diferentes setores. A Bæredygtigt Landbrug, uma organização de agricultores, criticou o acordo, enquanto alguns grupos ambientalistas argumentam que as deduções iniciais tornam o imposto ineficaz. Por outro lado, Lars Aagaard, ministro do clima da Dinamarca, enfatizou a necessidade de mudança, afirmando que a agricultura deve fazer parte do futuro verde.
O imposto será implementado gradualmente, começando com uma dedução inicial de 60% nos primeiros dois anos. O plano inclui incentivos para que os agricultores reduzam suas emissões e adotem soluções climáticas aprovadas. Os cálculos indicam que cada agricultor pagará cerca de 720 coroas (aproximadamente € 96,50 ou R$ 600) por animal anualmente, considerando uma emissão média de seis toneladas de CO₂ equivalente por vaca.
O governo dinamarquês espera que esta medida se torne um modelo regional e global, incentivando outros países a adotarem abordagens semelhantes. O plano também prevê a criação de novas áreas produtivas e a reconversão de terras para florestas, com o plantio de 250 mil hectares até 2045, visando melhorar a biodiversidade e a qualidade da água.
Enquanto a Dinamarca avança com seu plano, a Nova Zelândia recentemente abandonou uma proposta similar devido à forte oposição dos agricultores. A proposta dinamarquesa ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento, mas é considerada praticamente certa devido ao amplo apoio obtido durante as negociações.
Se uma medida semelhante fosse adotada no Brasil, onde a pecuária representa uma parte significativa da economia e das emissões de gases de efeito estufa, os pecuaristas enfrentariam desafios econômicos substanciais. A implementação de um imposto de carbono poderia aumentar os custos de produção, impactando negativamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Além disso, a adaptação a novas políticas ambientais exigiria investimentos significativos em tecnologias de redução de emissões, o que poderia ser inviável para muitos pequenos e médios produtores.
Ademais, o aumento nos custos de produção provavelmente se refletiria nos preços dos alimentos, pressionando ainda mais a inflação. Isso afetaria não apenas os pecuaristas, mas toda a cadeia produtiva e os consumidores finais, especialmente em um país cuja renda per capita é baixa. A implementação de tais políticas precisaria ser cuidadosamente planejada para evitar impactos negativos severos na economia e na segurança alimentar do Brasil.
No estado de Mato Grosso, conhecido por sua vasta indústria pecuária, um debate global sobre tributação de emissões de dióxido de carbono pelo gado trouxe à tona preocupações sobre potenciais impactos econômicos locais. Se os criadores de gado mato-grossenses fossem submetidos a um imposto semelhante ao que será implementado na Dinamarca, o custo financeiro poderia ser gigante.
De acordo com dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), de fevereiro de 2024, Mato Grosso abriga aproximadamente 34,1 milhões de cabeças de gado. Aplicando o imposto hipotético de R$ 600 por cabeça de gado, o custo total para os criadores seria extraordinário. Multiplicando R$ 600 pelo total de 34.100.000 cabeças de gado, o valor seria de R$ 20.460.000.000 por ano.
Este cenário representa um montante superior a R$ 20 bilhões. Para os agricultores e pecuaristas mato-grossenses, que já enfrentam desafios econômicos e ambientais significativos, tal impacto financeiro poderia ter repercussões profundas. O impacto potencial dessa medida fiscal seria uma preocupação séria para a economia local, considerando que a pecuária desempenha um papel crucial no PIB do país.
Considerando o rebanho bovino total do Brasil, que segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2023 é de aproximadamente 224 milhões de cabeças de gado, o impacto seria ainda mais significativo. Aplicando a taxa de R$ 600 por animal, o custo anual para os pecuaristas brasileiros seria de R$ 134.400.000.000. Esse valor, superior a R$ 134 bilhões, representaria um ônus colossal para o setor pecuário brasileiro, influenciando diretamente a economia e a inflação do país.
A política da Dinamarca, ao introduzir este imposto, está sendo criticada por muitos como uma medida punitiva que pode colocar uma carga financeira significativa sobre os pecuaristas, dificultando a competitividade e a viabilidade econômica de suas operações. Embora o governo defenda que esta ação é necessária para a sustentabilidade ambiental, é essencial considerar os impactos econômicos e buscar soluções que não prejudiquem os produtores rurais.
Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais da Equipe Agron. Imagem principal: Depositphotos.
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