Entregas de fertilizantes expõem o risco oculto da safra 26/27
As entregas de fertilizantes cresceram em 2025, mas escondem riscos logísticos e externos que impactam o custo e o timing da safra.
Para Quem Tem Pressa
As entregas de fertilizantes cresceram em 2025 e sinalizam um mercado aquecido, porém altamente dependente de importações e de poucos corredores logísticos. Quem não antecipa compra e frete pode pagar mais — ou simplesmente ficar sem produto no momento crítico da safra.
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Entregas de fertilizantes avançam, mas o risco também
O volume das entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro atingiu 4,33 milhões de toneladas em novembro de 2025, crescimento de 2,6% na comparação anual. No acumulado de janeiro a novembro, foram 45,27 milhões de toneladas, avanço expressivo de 7,8%, segundo dados da ANDA.
À primeira vista, o número parece confortável. Na prática, ele esconde um detalhe incômodo: o mercado está pesado em volume, mas extremamente sensível a falhas de logística e ao cenário internacional.
E mercado sensível não costuma perdoar atraso nem indecisão.
Mato Grosso segue puxando o consumo nacional
O mapa das entregas de fertilizantes continua concentrado. Mato Grosso lidera o consumo, respondendo por 22,7% do total nacional, com 10,28 milhões de toneladas no acumulado do ano. Paraná e São Paulo aparecem logo atrás, reforçando a dominância do eixo Centro-Oeste/Sul.
Esse padrão não é novidade, mas o crescimento contínuo pressiona dois pontos críticos: transporte interno e disponibilidade no pico da demanda. Quando todos precisam ao mesmo tempo, o preço deixa de ser técnico e passa a ser emocional.
O funil logístico do Porto de Paranaguá
Mesmo com queda de 12,7% nas importações em novembro, o Porto de Paranaguá segue como peça central. Ele concentrou 25,1% de toda a entrada de fertilizantes no país e acumulou crescimento de 6,4% no ano.
Aqui está o gargalo clássico: quanto maior a dependência de um único corredor, menor a margem para erro. Clima, fila de navios, câmbio ou decisão política — qualquer variável vira risco sistêmico.
No mercado de insumos, logística não é detalhe operacional. É estratégia.
Produção nacional em queda aumenta a exposição externa
Enquanto as entregas de fertilizantes crescem, a produção nacional de intermediários caiu 11,8% em novembro. No acumulado do ano, a dependência externa chegou a 39,70 milhões de toneladas.
Isso significa uma coisa simples: o produtor brasileiro continua refém do mercado internacional. Potássio, fósforo, nitrogenados — qualquer ruído externo bate direto no custo da lavoura.
Esperar o “melhor momento” para comprar, nesse cenário, costuma resultar em pagar mais caro pelo mesmo produto.
O recado para o planejamento da safra 26/27
Os dados das entregas de fertilizantes não falam apenas de volume. Eles falam de timing. Mercado cheio não significa mercado confortável. Significa disputa.
Quem antecipa:
- negocia frete,
- escolhe porto,
- dilui risco cambial,
- preserva margem.
Quem espera a demanda aparecer para comprar entra no jogo sem cartas na mão. E o mercado, como sempre, não joga para empatar.
Conclusão
Os números de 2025 deixam um recado direto: volume alto não significa segurança. As entregas de fertilizantes avançam, mas caminham sobre uma base frágil, marcada pela dependência externa e pela concentração logística em poucos corredores, especialmente Paranaguá. Para a safra 26/27, o risco não está na falta de demanda, e sim no timing errado de compra e entrega.
Nesse cenário, planejamento deixou de ser diferencial e virou requisito básico de sobrevivência. Quem antecipa decisões ganha poder de negociação e previsibilidade de custo. Quem espera o mercado “se definir” acaba comprando sob pressão. E no mercado de insumos, pressão quase sempre significa margem menor.
Imagem principal: Depositphotos.
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