São Paulo registra queda na produção de trigo na safra 2021

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Problemas com o clima impactaram o volume do cereal no estado, que fechará o ano abaixo do esperado

Os números da safra 2021 de trigo no estado de São Paulo mostram um volume de produção abaixo do esperado pela Câmara Setorial do grão no estado, de acordo com a última reunião promovida na manhã da quarta-feira, 24 de novembro.

De acordo com o relato das Cooperativas que estiveram no encontro, promovido no formato online, a produção de trigo em São Paulo deve ser de cerca de 250 mil toneladas, volume bem abaixo das perspectivas do setor, que iniciaram o ano com indicações de uma safra recorde no estado.

“O número que calculamos, por meio das informações colhidas na reunião, estão abaixo do que esperávamos. Há alguns anos, nossa apuração mostra que a safra de São Paulo é maior do que indicado pela Conab, mas em 2021, com os relatos colhidos aqui, acredito que teremos um total bem próximo ao divulgado por eles, ou até mesmo menor, em caso de revisão”, afirma o presidente da Câmara Setorial de Trigo de São Paulo, Victor Oliveira.

A produtividade também foi muito impactada, apresentando uma queda considerável, provocada por mudanças no clima ao longo do ciclo produtivo do trigo. “Esse resultado é fruto de uma série de intempéries climáticas, caracterizadas por uma estiagem muito longa pós plantio, nos meses de abril e maio, seguida por uma geada bem severa, no final de julho, que atingiu uma fase importante do desenvolvimento do trigo e, por último, uma chuva na colheita”, explicou Oliveira.

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Apesar de um volume menor do que as expectativas, a safra de trigo de São Paulo já foi quase toda liquidada, sobrando apenas alguns estoques nas cooperativas ou pequenas áreas que estão em fase final de colheita “Acreditamos que, até o início de 2022, o volume de trigo produzido no estado será totalmente comercializado, o que reforça a qualidade do cereal produzido aqui e o potencial de consumo do setor moageiro paulista, que é o principal destino da produção dos campos de São Paulo”, ressalta o presidente.

Esse cenário de possibilidade de crescimento na produção do grão paulista foi destaque da apresentação do trader trigo e milho da Sodrugestvo, Douglas Araújo, que ressaltou a alta demanda pelo cereal pelos moinhos de São Paulo, um grande espaço para o aumento de produção no estado.

“Os números desse ano mostram voltou ao topo do rankings dos estados mais importadores de trigo do Brasil, superando o Ceará, neste ano de 2021. A menor safra do trigo paulista e a menor competitividade do trigo nacional no estado são fatores que podem explicar essa mudança”.

O trader também apresentou na reunião um panorama do mercado do trigo mundial, destacando que, de forma geral, alguns dos mais importantes exportadores de trigo, como Canadá e Rússia, apresentaram perdas de produção do cereal na safra desse ano. Ele ainda destacou o trigo argentino como um cereal mundialmente competitivo, nos campos do preços e da qualidade.

“Temos um cenário de altos preços do trigo, que são reflexos dos resultados das safras dos principais exportadores do grão, que fizeram com que os estoques globais ficassem com níveis menores. O aumento da demanda por alimentos no mundo e a redução nos números da safra mundial do trigo geram um aumento nos preços dos alimentos, como estamos assistindo atualmente”, pontuou Araújo.

“A alta dos preços, como de insumos, por exemplo, é um dos fatores que, possivelmente, impactará a próxima safra do trigo no estado de São Paulo, pois os produtores estão recalculando os custos e reavaliando o cultivo do grão no estado em 2022”, finalizou Oliveira.

Os números da safra 2021 de trigo no estado de São Paulo mostram um volume de produção abaixo do esperado pela Câmara Setorial do grão no estado, de acordo com a última reunião promovida na manhã da quarta-feira, 24 de novembro.

De acordo com o relato das Cooperativas que estiveram no encontro, promovido no formato online, a produção de trigo em São Paulo deve ser de cerca de 250 mil toneladas, volume bem abaixo das perspectivas do setor, que iniciaram o ano com indicações de uma safra recorde no estado.

“O número que calculamos, por meio das informações colhidas na reunião, estão abaixo do que esperávamos. Há alguns anos, nossa apuração mostra que a safra de São Paulo é maior do que indicado pela Conab, mas em 2021, com os relatos colhidos aqui, acredito que teremos um total bem próximo ao divulgado por eles, ou até mesmo menor, em caso de revisão”, afirma o presidente da Câmara Setorial de Trigo de São Paulo, Victor Oliveira.

A produtividade também foi muito impactada, apresentando uma queda considerável, provocada por mudanças no clima ao longo do ciclo produtivo do trigo. “Esse resultado é fruto de uma série de intempéries climáticas, caracterizadas por uma estiagem muito longa pós plantio, nos meses de abril e maio, seguida por uma geada bem severa, no final de julho, que atingiu uma fase importante do desenvolvimento do trigo e, por último, uma chuva na colheita”, explicou Oliveira.

Apesar de um volume menor do que as expectativas, a safra de trigo de São Paulo já foi quase toda liquidada, sobrando apenas alguns estoques nas cooperativas ou pequenas áreas que estão em fase final de colheita “Acreditamos que, até o início de 2022, o volume de trigo produzido no estado será totalmente comercializado, o que reforça a qualidade do cereal produzido aqui e o potencial de consumo do setor moageiro paulista, que é o principal destino da produção dos campos de São Paulo”, ressalta o presidente.

Esse cenário de possibilidade de crescimento na produção do grão paulista foi destaque da apresentação do trader trigo e milho da Sodrugestvo, Douglas Araújo, que ressaltou a alta demanda pelo cereal pelos moinhos de São Paulo, um grande espaço para o aumento de produção no estado.

“Os números desse ano mostram voltou ao topo do rankings dos estados mais importadores de trigo do Brasil, superando o Ceará, neste ano de 2021. A menor safra do trigo paulista e a menor competitividade do trigo nacional no estado são fatores que podem explicar essa mudança”.

O trader também apresentou na reunião um panorama do mercado do trigo mundial, destacando que, de forma geral, alguns dos mais importantes exportadores de trigo, como Canadá e Rússia, apresentaram perdas de produção do cereal na safra desse ano. Ele ainda destacou o trigo argentino como um cereal mundialmente competitivo, nos campos do preços e da qualidade.

“Temos um cenário de altos preços do trigo, que são reflexos dos resultados das safras dos principais exportadores do grão, que fizeram com que os estoques globais ficassem com níveis menores. O aumento da demanda por alimentos no mundo e a redução nos números da safra mundial do trigo geram um aumento nos preços dos alimentos, como estamos assistindo atualmente”, pontuou Araújo.

“A alta dos preços, como de insumos, por exemplo, é um dos fatores que, possivelmente, impactará a próxima safra do trigo no estado de São Paulo, pois os produtores estão recalculando os custos e reavaliando o cultivo do grão no estado em 2022”, finalizou Oliveira.



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