Plantas daninhas podem reduzir produtividade da soja em até 60%, com reflexo direto no preço de carnes, leite e ovos
Japão, Alemanha, Itália, Uruguai e Inglaterra: o que esses países têm em comum? O território dessas nações é menor do que a área com plantio de soja no Brasil. São mais de 391 mil quilômetros quadrados de lavouras, que geram uma produção riquíssima, estimada em R$ 342 bilhões para as propriedades rurais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, a produção para este ano é estimada em 152 milhões de toneladas e, deste total, 95 milhões toneladas são exportadas para dezenas de países. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
“A soja tem sido muito importante para a economia nacional. Além de ser utilizada na alimentação humana, é um recurso importante para a nutrição animal. Tanto é que eventuais quebras de oferta podem gerar elevação de custos para várias cadeias produtivas, afetando pecuaristas, produtores de leite, avicultores, suinocultores e produtores de peixes, fazendo com que as carnes, o leite e os ovos fiquem mais caros para os consumidores”, comenta a farmacêutica-bioquímica Eliane Kay, diretora executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
A alta produtividade da soja é constantemente ameaçada por desafios ambientais – que incluem pragas e doenças – mais intensos no Brasil em relação aos outros países, devido ao clima tropical – ideias para os inimigos da agricultura. As plantas daninhas, especificamente, possuem grande potencial para devastar lavouras. Exemplos desses inimigos são a buva, o picão-preto, o capim-colonião e o capim amargoso, os quais, segundo estudos, podem reduzir a produção em até 60%.
“O capim amargoso, como outras plantas daninhas, entra em competição por água e nutrientes com a soja, o que atinge em cheio seu cultivo. Sem o manejo adequado do problema, considerando o máximo potencial da praga, o prejuízo poderia superar R$ 205 bilhões”, comenta Eliane Kay. “Estudo da Embrapa indica que o custo de produção em lavouras infestadas por capim amargoso pode aumentar em, até 165%.”
O uso de herbicidas registrados e com comprovação científica representam a melhor opção para os agricultores no combate às plantas daninhas. “Por meio de um amplo ciclo de pesquisa e desenvolvimento, a indústria de defesa vegetal tem fornecido tecnologias seguras e inovadoras para auxiliar os agricultores no manejo desse importante problema fitossanitário. A eficiência dessas soluções tem ajudado o país a garantir safras recordes anuais”, afirma a diretora do Sindiveg.
Os insumos agrícolas, antes de serem disponibilizados para comercialização e utilizados nas plantações brasileiras, passam por um rigoroso processo regulatório que leva, em média, cinco anos e envolve a avaliação pelo Ministério da Agricultura, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). É este sistema regulatório robusto que garante a segurança dos produtos para o produtor rural, para a população e para o meio ambiente.
Sobre o Sindiveg
O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) representa a indústria de produtos para defesa vegetal no Brasil há mais de 80 anos. Reúne 26 associadas, distribuídas pelos diversos Estados do País, o que representa aproximadamente 40% do setor. Com o objetivo de defender, proteger e fomentar o setor, o Sindiveg atua junto aos órgãos governamentais e entidades de classe da indústria e do agronegócio pelo benefício da cadeia nacional de produção de alimentos e matérias-primas. Entre suas principais atribuições estão as relações institucionais, com foco em um marco regulatório previsível, transparente e baseado em ciência, e a representação legítima do setor com base em dados econômicos e informações estatísticas. A entidade também atua fortemente para promover o uso correto e seguro, levando conhecimento e educação aos produtores e respeitando meio ambiente, leis e normas. Para mais informações, acesse http://www.sindiveg.org.br.
Quer ficar por dentro do
agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor
em primeira mão?
Para isso é só entrar em nosso canal do WhatsApp (
clique aqui
), e no grupo do WhatsApp (
clique aqui
)
ou Telegram Portal Agron (
clique aqui
),
e no nosso Twitter (
clique aqui
)
.
Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias (
clique aqui
)
- Se o artigo ou imagem foi publicado com base no conteúdo de outro site, e se houver algum problema em relação ao conteúdo ou imagem, direitos autorais por exemplo, por favor, deixe um comentário abaixo do artigo. Tentaremos resolver o mais rápido possível para proteger os direitos do autor. Muito obrigado!
- Queremos apenas que os leitores acessem informações de forma mais rápida e fácil com outros conteúdos multilíngues, em vez de informações disponíveis apenas em um determinado idioma.
- Sempre respeitamos os direitos autorais do conteúdo do autor e sempre incluímos o link original do artigo fonte. Caso o autor discorde, basta deixar o relato abaixo do artigo, o artigo e a imagem será editado ou apagado a pedido do autor. Muito obrigado! Atenciosamente!
- If the article or image was published based on content from another site, and if there are any issues regarding the content or image, the copyright for example, please leave a comment below the article. We will try to resolve it as soon as possible to protect the copyright. Thank you very much!
- We just want readers to access information more quickly and easily with other multilingual content, instead of information only available in a certain language.
- We always respect the copyright of the content and image of the author and always include the original link of the source article. If the author disagrees, just leave the report below the article, the article and the image will be edited or deleted at the request of the author. Thanks very much! Best regards!











