Picanha ou lula, o que você prefere?

Você acha que é aceitável comer animais exóticos? Como baratas por exemplo? Comida artificial?

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Já publicamos diversas matérias sobre a produção de carne artificial e comidas exóticas aqui no Portal Agron. Inclusive sobre carne artificial, leite de baratas. Saiba mais nos links abaixo.
Vídeo leite de barata alimento nutritivo para o futuro
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Frango artificial vai substituir a carne

Neste artigo, abordaremos três questões interligadas: a importância dos alimentos de animais domesticados tradicionais, a criação de animais exóticos e o ativismo que busca limitar a produção de alimentos. Argumentaremos a favor da produção de alimentos tradicionais, levando em consideração a fome que ainda aflige muitas pessoas ao redor do mundo.

Frutos do mar são muito apreciados na culinária mundial e isso se deve ao fato de que aproximadamente 80% da população mundial vive próximo ao mar. Existem uma infinidade de pratos de frutos do mar feitos com peixes, camarões, mexilhões, lagostas, polvo e lulas.

A lula e o polvo são parentes muito próximos na evolução. A lula possui um corpo alongado em formato de tubo, enquanto o polvo tem um corpo mais arredondado. Os dois têm oito braços, mas só a lula possui um par de tentáculos e nadadeiras ao longo do corpo.

Os alimentos desempenham um papel fundamental em nossas vidas e nas culturas culinárias ao redor do mundo. Recentemente, tem havido um aumento na crítica à produção de alimentos, especialmente na Europa, por ecologistas e ativistas que expressam preocupações sobre questões variadas, como a emissão de gases pelo gado ou a contaminação do solo. Por outro lado, há um estímulo para promover o consumo de carne artificial e insetos. Além disso, há aqueles que defendem a produção de carne de animais exóticos como polvos e lulas, argumentando que isso poderia ajudar na preservação de espécies. Essa aparente incoerência nos leva a refletir sobre as escolhas alimentares e suas consequências.

Benefício da Picanha

A domesticação de animais para o consumo de carne remonta a milhares de anos. Desde os primórdios da civilização, os seres humanos têm criado animais, como gado, porcos, ovelhas, cabras e aves, para atender às suas necessidades alimentares. A domesticação permitiu um suprimento regular e controlado de carne, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento das sociedades humanas.

Além de fornecer alimento, a domesticação de animais também teve um impacto significativo no desenvolvimento da agricultura e na forma como as sociedades se organizaram e, na economia atual pois existe toda uma indústria que emprega milhões de pessoas no mundo. A carne de animais domesticados é uma fonte rica de nutrientes essenciais para o corpo humano. Ela é uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade, que contêm todos os aminoácidos essenciais necessários para a construção e reparação dos tecidos do corpo. Além disso, a carne fornece vitaminas do complexo B, ferro, zinco e outros minerais essenciais.

A Perspectiva da Criação de Polvos

Embora o consumo de carne de polvo seja baixo no Brasil, em outros países esse animal é uma iguaria muito apreciada, o que tem impulsionado tentativas de criação em cativeiro. No entanto, criar polvos em fazendas apresenta desafios técnicos que estão sendo abordados por meio de pesquisas. Estudos indicam que a criação de polvos poderia se tornar uma importante fonte de renda no litoral do Nordeste do Brasil, onde as condições costeiras são adequadas.

Os polvos são conhecidos por sua alta taxa de conversão de alimento em massa corporal e pela capacidade de adaptação ao cativeiro. Além disso, possuem alta fecundidade e rendimento em carne, tornando-os um potencial opção para a produção de alimentos. Seu preço também é atrativo nos mercados internacionais. No entanto, a criação de polvos em cativeiro ainda apresenta desafios, especialmente em relação à reprodução induzida e à alimentação adequada.

Recentes estatísticas divulgadas pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) revelam que a captura de polvo em todo o mundo tem sofrido constantes reduções, exceto na China. Diante desse cenário, a única alternativa para manter ou aumentar o consumo per capita é recorrer à aquicultura.

Os polvos conseguem incorporar mais de 50% do alimento ingerido ao seu corpo, enquanto em outros invertebrados esse índice é de apenas 30%. Além dessas características, o polvo possui alta fecundidade e oferece um rendimento em carne de cerca de 90% em relação à sua massa corporal. Sua carne também tem um alto valor de mercado, principalmente na Coréia, Itália e Espanha.

Apesar de todas essas vantagens comparativas, o cultivo de polvo ainda enfrenta dificuldades, especialmente na reprodução induzida, que tornaria viável economicamente sua criação em cativeiro. Além disso, a alimentação de juvenis de polvo com alimentos processados, como rações, não tem apresentado resultados satisfatórios. O crescimento dos polvos é mais rápido quando são alimentados com crustáceos, moluscos ou peixes.

A carne de polvo ainda não faz parte da alimentação cotidiana dos brasileiros. O consumo per capita de polvo no país é de apenas 8 gramas por ano, uma média insignificante quando comparada às estimativas para Espanha (760 g por ano, por habitante), Japão (980 g), Grécia (1,2 kg), Itália (1,4 kg) e Portugal (1,7 kg).

Contudo, planos de construir a primeira fazenda de polvos do mundo levantaram profundas preocupações entre ativistas sobre o bem-estar dos animais, conhecidos por sua inteligência.

A BBC obteve acesso a documentos confidenciais que revelam os planos de uma fazenda nas Ilhas Canárias, na Espanha, para criar cerca de um milhão de polvos por ano com o objetivo de consumo alimentar. Essa fazenda intensiva de criação de polvos, caso seja implementada, será a primeira do tipo e tem sido criticada por alguns cientistas devido ao método de abate proposto, que envolve água gelada e é considerado “cruel”.

A empresa responsável pelo projeto, a multinacional espanhola Nueva Pescanova, nega que os animais sofram durante o processo. A proposta confidencial da empresa foi divulgada pela organização ativista Eurogroup for Animals e entregue à BBC.

Os polvos capturados no mar, por meio de potes, linhas e armadilhas, são consumidos em várias partes do mundo, incluindo o Mediterrâneo, Ásia e América Latina. A criação intensiva de polvos em fazendas tem sido alvo de oposição internacional.

Criar polvos em cativeiro é um desafio devido às suas larvas que se alimentam apenas de animais vivos e requerem um ambiente cuidadosamente controlado. No entanto, em 2019, a Nueva Pescanova anunciou ter alcançado um avanço científico ao completar o ciclo de reprodução do polvo em cativeiro.
Atualmente, não há regulamentações específicas sobre o bem-estar desses animais, pois os polvos nunca foram criados comercialmente antes.

Organizações como a Organização Mundial para a Saúde Animal e o Conselho de Manejo da Aquacultura (ASC) propõem a proibição do abate com água gelada, a menos que os animais sejam previamente atordoados. Alguns supermercados, incluindo o Tesco e Morrisons do Reino Unido, deixaram de vender frutos do mar que foram mortos usando gelo.

Ativistas têm destacado que os polvos são animais sencientes, capazes de sentir dor e prazer. Portanto, eles defendem que a criação intensiva de polvos em fazendas não é viável para garantir um alto nível de bem-estar aos animais e que o método de abate proposto não é aceitável.

A Nueva Pescanova planeja produzir 3 mil toneladas de polvos por ano para abastecer mercados internacionais premium, incluindo Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão. Estima-se que isso equivaleria a cerca de um milhão de animais, com uma média de 10 a 15 polvos vivendo por metro cúbico de tanque, de acordo com o grupo ativista Compassion in World Farming (CiWF), que analisou os planos propostos.
Ativistas estão pedindo às autoridades das Ilhas Canárias que impeçam a construção dessa fazenda, argumentando que ela causaria sofrimento desnecessário a essas criaturas inteligentes e sencientes.

O Ativismo e a Limitação da Produção de Alimentos

Nos últimos anos, tem havido um aumento no ativismo que busca limitar a produção de alimentos de origem animal, argumentando que isso é necessário para a preservação do meio ambiente e o bem-estar animal. Embora seja importante abordar as preocupações ambientais e garantir práticas agrícolas sustentáveis, é igualmente crucial considerar as implicações dessas limitações para a segurança alimentar global.

A fome continua sendo um desafio urgente em muitas partes do mundo, e a produção de alimentos de animais domesticados tradicionais desempenha um papel significativo no suprimento de alimentos para a população global. Devemos buscar soluções que equilibrem a sustentabilidade ambiental com a necessidade de garantir o acesso a alimentos adequados e nutritivos para todos.
Então o que você prefere, picanha ou lula e polvo?

Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais da Equipe Agron. Imagem principal: Depositphotos.

Equipe Agron

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