Enfezamento do milho exige ação rápida

Compartilhar

Enfezamento do milho exige ação rápida na fase inicial da lavoura, alerta IDR-Paraná.

milho

Veja também: CNA debate expansão do plantio de sorgo no Brasil

Facebook Portal Agron

Eliminação de plantas espontâneas (tiguera), tratamento de sementes, uso de híbridos tolerantes e vistorias frequentes para avaliar a presença e necessidade de controle da cigarrinha são os principais cuidados que os produtores devem tomar

Eliminação de plantas espontâneas (tiguera), tratamento de sementes, uso de híbridos tolerantes e vistorias frequentes para avaliar a presença e necessidade de controle da cigarrinha são os principais cuidados que os produtores devem tomar na implantação de lavouras de milho com o objetivo de minimizar prejuízos com o enfezamento.

Anuncio congado imagem

“Embora os sintomas apareçam na fase de pendoamento e formação de grãos, os produtores devem atentar que a infecção ocorre imediatamente após a emergência das plantas”, alerta a pesquisadora Michele Silva, do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater).

Manchas avermelhadas ou amareladas nas bordas das folhas, manchas em formato de riscos e plantas com desenvolvimento prejudicado são os principais sintomas do enfezamento que aparecem na fase reprodutiva da planta. Esse quadro se fecha com a deformação ou malformação das espigas e o comprometimento da produção. O potencial de prejuízos é grande.

A fase mais crítica de infecção, segundo a pesquisadora, vai da emergência até o estágio V8 das plantas de milho — cerca de 40 dias, dependendo do híbrido semeado. “Nesse período, se houver necessidade de diminuir a população de cigarrinhas, a recomendação é fazer aplicações alternadas de inseticidas químicos e biológicos (à base de boveria, tricoderma ou isaria)”, ela orienta.

Michele Silva acrescenta que inseticidas biológicos devem ser aplicados em condição de alta umidade do ar (mais de 55%) e temperatura amena, ao redor de 30°C. “Também é importante usar diferentes princípios ativos, tanto para evitar a seleção de insetos resistentes quanto para preservar os inimigos naturais de pragas que atacam o milho”, ensina.

A rotação de culturas é outra prática incentivada pela pesquisadora, que também aconselha um esforço para realizar semeadura simultânea em uma mesma região a fim de evitar a chamada “ponte verde”, que é a existência de lavouras em diferentes etapas de desenvolvimento, o que favorece o “trabalho” de migração das cigarrinhas em busca de alimento e realimenta o ciclo de contaminação dos cultivos.

Michele aponta, ainda, a necessidade de fazer a colheita com o máximo de cuidado, a fim de não deixar plantas guaxas no terreno e interromper o ciclo do vetor e dos patógenos. Elas servem de reservatório do vetor e da doença para a safra seguinte.

ENFEZAMENTO — A doença foi detectada no Oeste do Paraná há cerca de 20 anos, inicialmente de forma esporádica. O problema ganhou proporção nos últimos anos — já se observou perda de até 60% da produção em algumas lavouras do Estado.

O IDR-Paraná começou a pesquisar o enfezamento na safra de 2020, quando realizou uma primeira coleta de plantas adultas e recém-semeadas, cigarrinhas e tigueras nas zonas produtoras do cereal. “Ali, já confirmamos a presença do vírus da risca e das bactérias fitoplasma e espiroplasma, causadores da doença”, conta a pesquisadora.

Além do vírus da risca e das bactérias fitoplasma e espiroplasma (também conhecidas como molicutes), o complexo do enfezamento envolve a cigarrinha-do-milho, inseto que se contamina ao sugar a seiva de plantas infectadas e faz a transmissão da doença quando se alimenta em plantas sadias. A cigarrinha pode voar num raio de 30 quilômetros, mas alcança distâncias ainda maiores, pois também é transportada por correntes de ar.

Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos.


Compartilhar

🚀 Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? ✅ 👉🏽 Para isso é só entrar em nosso canal do WhatsApp ( clique aqui ), e no grupo do WhatsApp ( clique aqui ) ou Telegram Portal Agron ( clique aqui ), e no nosso Twitter ( clique aqui ) . 🚜 🌱 Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias ( clique aqui )

  • Se o artigo ou imagem foi publicado com base no conteúdo de outro site, e se houver algum problema em relação ao conteúdo ou imagem, direitos autorais por exemplo, por favor, deixe um comentário abaixo do artigo. Tentaremos resolver o mais rápido possível para proteger os direitos do autor. Muito obrigado!
  • Queremos apenas que os leitores acessem informações de forma mais rápida e fácil com outros conteúdos multilíngues, em vez de informações disponíveis apenas em um determinado idioma.
  • Sempre respeitamos os direitos autorais do conteúdo do autor e sempre incluímos o link original do artigo fonte. Caso o autor discorde, basta deixar o relato abaixo do artigo, o artigo e a imagem será editado ou apagado a pedido do autor. Muito obrigado! Atenciosamente!
  • If the article or image was published based on content from another site, and if there are any issues regarding the content or image, the copyright for example, please leave a comment below the article. We will try to resolve it as soon as possible to protect the copyright. Thank you very much!
  • We just want readers to access information more quickly and easily with other multilingual content, instead of information only available in a certain language.
  • We always respect the copyright of the content and image of the author and always include the original link of the source article. If the author disagrees, just leave the report below the article, the article and the image will be edited or deleted at the request of the author. Thanks very much! Best regards!

One thought on “Enfezamento do milho exige ação rápida

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Conteúdo protegido!