O preço do milho vai surpreender você; Confira
O preço do milho saca de 60 kg varia de R$ 39 a R$ 70 nas principais praças do Brasil. Veja o comparativo regional e entenda os fatores que influenciam.
Para quem tem pressa
O preço do milho saca de 60 kg varia significativamente entre regiões: de R$ 39,00 em Sorriso (MT) a R$ 70,00 em Concórdia (SC). Neste artigo, mostramos os principais valores, explicamos por que as diferenças existem e o que isso pode indicar para quem vende ou compra. Spoiler: o Sul está pagando mais caro.
Facebook Portal Agron, nosso canal do Whatsapp Portal Agron, o Grupo do Whatsapp Portal Agron, e Telegram Portal Agron mantém você atualizado com as melhores matérias sobre o agronegócio brasileiro.
Acompanhe aqui todas as nossas cotações
Onde o milho está mais caro (e mais barato) no Brasil?
Se você está de olho no preço do milho saca de 60 kg, prepare-se para surpresas. O levantamento mostra uma grande disparidade regional. Veja os extremos:
- Mais barato: Sorriso (MT) – R$ 39,00
- Mais caro: Concórdia (SC) – R$ 70,00
Essa diferença de R$ 31 por saca não é pequena. Para quem trabalha com grandes volumes, isso significa margens completamente diferentes.
| UF | Cidade | Preço (R$) |
|---|---|---|
| PR | Paranaguá | 64,00 |
| PR | Campo Mourão | 59,00 |
| PR | Cascavel | 58,00 |
| PR | Maringá | 59,00 |
| PR | Ponta Grossa | 62,00 |
| PR | Guarapuava | 62,00 |
| SP | São Paulo | 66,64 |
| SP | Campinas | 66,64 |
| SP | Sorocaba | 64,91 |
| SP | Mogiana | 64,82 |
| MS | Campo Grande | 52,00 |
| MS | Dourados | 52,00 |
| MS | Chapadão do Sul | 50,00 |
| MS | Costa Rica | 50,00 |
| MT | Rondonópolis | 49,00 |
| MT | Campo Verde | 44,00 |
| MT | Tangará da Serra | 40,00 |
| MT | Sapezal | 40,00 |
| MT | Sorriso | 39,00 |
| MT | Lucas do Rio Verde | 41,00 |
| GO | Itumbiara | 52,00 |
| GO | Rio Verde | 52,00 |
| MG | Uberaba | 53,00 |
| MG | Uberlândia | 53,00 |
| MG | Unaí | 56,00 |
| MG | Patos de Minas | 53,00 |
| SC | Chapecó | 69,00 |
| SC | Concórdia | 70,00 |
| SC | Campos Novos | 69,00 |
| SC | Canoinhas | 66,00 |
| RS | Erechim | 65,00 |
| RS | Passo Fundo | 65,00 |
| RS | Porto Alegre | 68,00 |
| BA | Luis Eduardo Magalhães | 57,00 |
Comparativo por região
Região Sul: campeã nos preços altos
Estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm os maiores preços:
- Concórdia (SC): R$ 70,00
- Chapecó (SC): R$ 69,00
- Porto Alegre (RS): R$ 68,00
Motivos? Alta demanda interna, produção mais restrita e custos logísticos.
Sudeste: estabilidade com leve alta
- São Paulo (SP): R$ 66,64
- Campinas (SP): R$ 66,64
- Uberlândia (MG): R$ 53,00
A proximidade dos centros de consumo ajuda a manter os preços estáveis, mas o Sudeste também sofre com a concorrência externa.
Centro-Oeste: Os menores preços
Aqui o preço do milho saca de 60 kg despenca:
- Sorriso (MT): R$ 39,00
- Tangará da Serra (MT): R$ 40,00
- Chapadão do Sul (MS): R$ 50,00
Alta oferta, menor demanda local e distância dos grandes centros pressionam para baixo.
Por que tanta diferença?
Essa variação é causada por:
- Oferta e demanda regionais
- Custo de transporte
- Exportações e logística
- Câmbio e preço internacional
Em resumo: milho é commodity, mas preço igual em todo lugar? Nem pensar.
O que o produtor pode fazer?
Se você está vendendo milho:
- Avalie o custo do frete antes de buscar mercados mais distantes
- Acompanhe exportações e estoque local
- Negocie com cooperativas e aproveite leilões regionais
Se está comprando:
- Verifique alternativas em regiões com excedente
- Considere contratos futuros
- Acompanhe movimentos da Conab e do USDA
Conclusão: O milho está longe de ser só um grão – é termômetro da economia agrícola
A análise dos preços do milho revela mais do que simples valores por saca. Ela expõe a complexidade do agronegócio brasileiro, marcado por disparidades logísticas, climáticas, estruturais e comerciais. Quando vemos uma diferença de R$ 31,00 entre o milho vendido em Sorriso (MT) e em Concórdia (SC), não estamos falando apenas de transporte ou distância. Estamos olhando para gargalos de infraestrutura, custos tributários, acesso a armazéns, e até influência de políticas públicas e exportações.
O Centro-Oeste, mesmo sendo o maior produtor, continua vendendo mais barato, o que pressiona margens e exige eficiência operacional máxima. Já o Sul, com menor volume e alta demanda interna, puxa os preços para cima – o que favorece produtores locais, mas onera indústrias e consumidores.
Para o produtor, isso significa que conhecer o mercado regional já não é suficiente. É preciso pensar estrategicamente: avaliar armazenagem, estudar contratos futuros, considerar parcerias logísticas e acompanhar dados de oferta global. Já para o comprador, a diversificação de origens e o planejamento de compras são caminhos essenciais para manter a competitividade.
Além disso, o milho influencia outros setores: nutrição animal, energia, etanol, alimentos industrializados. Quando o milho sobe ou cai, todo o ecossistema sente. Por isso, o preço do milho saca de 60 kg é mais que um número – é um sinal claro de como anda o campo, a indústria e, muitas vezes, o prato do brasileiro.
Em resumo, fique atento: O milho é commodity, mas seu impacto é premium. E quem entende de cotação, entende de decisão.
Fonte: CEPEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

