O preço do milho varia de R$41 a R$69 nas principais cidades brasileiras. Confira as cotações por região e entenda o impacto no mercado agrícola.
Para quem tem pressa
O preço do milho está chamando atenção de produtores, compradores e analistas do mercado agrícola. Hoje, os valores da saca de 60 kg variam entre R$41 e R$69 nas principais praças brasileiras. As cotações mais altas aparecem em Santa Catarina e São Paulo, enquanto Mato Grosso apresenta os menores preços. Acompanhe o panorama completo por região e entenda os fatores que estão movimentando o mercado.
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Panorama geral do preço do milho
Quando o assunto é preço do milho, a palavra que define o cenário atual é: variação. Os produtores do sul e sudeste estão vendo cotações bem acima da média nacional, enquanto os estados do centro-oeste registram valores significativamente mais baixos.
Acompanhe a seguir a lista com os preços médios por cidade:
Paraná (PR)
- Paranaguá: R$65,00
- Campo Mourão: R$60,00
- Cascavel: R$63,00
- Maringá: R$60,00
- Ponta Grossa: R$63,00
- Guarapuava: R$62,00
São Paulo (SP)
- São Paulo: R$68,09
- Campinas: R$68,09
- Sorocaba: R$64,90
- Mogiana: R$65,80
Mato Grosso do Sul (MS)
- Campo Grande: R$53,50
- Dourados: R$53,50
- Chapadão do Sul: R$58,00
- Costa Rica: R$58,00
Mato Grosso (MT)
- Rondonópolis: R$51,00
- Campo Verde: R$48,00
- Tangará da Serra: R$43,00
- Sapezal: R$43,00
- Sorriso: R$41,00
- Lucas do Rio Verde: R$45,00
Goiás (GO)
- Itumbiara: R$55,00
- Rio Verde: R$55,00
Minas Gerais (MG)
- Uberaba: R$55,00
- Uberlândia: R$55,00
- Unaí: R$60,00
- Patos de Minas: R$55,00
Santa Catarina (SC)
- Chapecó: R$69,00
- Concórdia: R$69,00
- Campos Novos: R$69,00
- Canoinhas: R$68,00
Rio Grande do Sul (RS)
- Erechim: R$66,00
- Passo Fundo: R$66,00
- Porto Alegre: R$69,00
Bahia (BA)
- Luís Eduardo Magalhães: R$58,00
O que está influenciando o preço do milho?
O preço do milho é um verdadeiro termômetro do agronegócio brasileiro. Vários fatores estão impactando as cotações atuais:
- Oferta e demanda: Estoques de passagem e exportações influenciam diretamente.
- Clima: Quebra de safra em algumas regiões ajudou a pressionar os preços.
- Logística: Cidades próximas a portos ou centros de consumo tendem a ter valores mais altos.
- Câmbio: A valorização ou desvalorização do real frente ao dólar também mexe com o mercado.
Regiões com os preços mais altos
Santa Catarina e São Paulo lideram o ranking com as cotações mais elevadas. O destaque vai para Chapecó, Concórdia e Campos Novos, com R$69,00 por saca.
Regiões com os preços mais baixos
Por outro lado, o Mato Grosso segue como o estado com o menor preço do milho, com Sorriso apresentando R$41,00. Um alívio para os compradores locais, mas um desafio para os produtores.
Perspectivas para os próximos dias
Analistas do mercado agrícola projetam que o preço do milho pode continuar com oscilações, principalmente com a entrada de novas ofertas da segunda safra. A tendência, porém, é de manutenção de preços firmes nas regiões com maior demanda.
Se você está pensando em vender ou comprar, fique atento às próximas movimentações do mercado.
Conclusão
O atual cenário do preço do milho no Brasil reflete a complexidade do mercado agrícola nacional. A grande disparidade entre os valores praticados nas diferentes regiões — que variam de R$41 a R$69 por saca de 60 kg — é um retrato claro de como fatores como logística, demanda interna, exportações, condições climáticas e até mesmo a política cambial influenciam diretamente a formação de preços.
Os produtores das regiões do Centro-Oeste, especialmente no Mato Grosso, convivem com cotações mais baixas, o que pode impactar diretamente a rentabilidade das lavouras. Já os estados do Sul e Sudeste, como Santa Catarina e São Paulo, apresentam preços significativamente mais altos, refletindo o custo de transporte, a proximidade com centros consumidores e a pressão por abastecimento.
Além disso, o mercado futuro também tem gerado expectativas e cautela por parte dos produtores. A chegada da segunda safra (safrinha) deve mexer ainda mais com o comportamento das cotações nos próximos meses. Fatores externos, como o apetite de importadores internacionais e a cotação do dólar, também seguem no radar dos analistas.
Para quem vende, o momento pede atenção redobrada em relação aos custos de produção e oportunidades de mercado. Já para quem compra, a análise cuidadosa das tendências regionais pode garantir boas negociações e estoques estratégicos a preços mais competitivos.
A recomendação é clara: acompanhe diariamente os principais indicadores de mercado, mantenha-se atualizado com relatórios de órgãos oficiais como Cepea/Esalq, Conab e outras instituições de peso no agronegócio brasileiro. Ter informação de qualidade é, sem dúvida, o primeiro passo para transformar os desafios do mercado em boas oportunidades de negócio.
Seja produtor, revendedor ou apenas um curioso atento ao agro, a lição que fica é simples: quando o assunto é preço do milho, informação é poder.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

